O ICV-P (Índice de Confiança no Varejo de Piracicaba) observou alta de 14,51%, em janeiro. Calculado pela Ejea (Esalq Jr. Economia e Administração) em parceria com a Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), o índice passou de 48,06 para 55,03 no acumulado do trimestre, compreendido pelos meses novembro, dezembro e janeiro.
A sondagem de janeiro apontou que, pelo segundo mês consecutivo, as perspectivas dos varejistas se mantiveram positivas. No “termômetro”, tanto as expectativas para a atualidade quanto para o futuro da atividade comercial obtiveram ascendência. Na evolução do ICA (Índice de Confiança Atual), o aumento foi de 18,96%. Já o ICF (Índice de Confiança Futura) apresentou crescimento de 23,25%. Segundo pesquisa, o aumento nos indicadores está relacionado à retomada da confiança dos lojistas no crescimento das vendas, no final do ano passado.
O otimismo demonstrado pelos lojistas na pesquisa, no entanto, deve ser ainda encarado com cautela. “Apesar de pelo segundo mês os números apontarem positividade, ainda é precipitado falar em alguma reversão de tendência”, afima Paulo Roberto Checoli, presidente da Acipi.
“Na semana passada, tivemos a notícia de que a intenção de consumo das família obteve uma melhora, o que pode contribuir para aumentar um pouco a confiança dos empresários. Mas, na mesma semana, soubemos também que as vendas no setor varejista não obtiveram bons resultados. O cenário econômico do país ainda experimenta uma conjuntura de encarecimento de crédito e inflação alta, dois dos vilões responsáveis pela redução do poder de compra do consumidor. Por esse motivo, o mais prudente é manter cautela com relação ao desempenho dos números”, argumenta.
O ICF (Índice de Intenção de Consumo das Famílias) avançou 1,6% em fevereiro ante janeiro. Também, nesta semana, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o volume de vendas no comércio varejista caiu 4,3% em 2015.
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ICV-P – O indicador tem o objetivo de divulgar aos empresários, setor público e sociedade as expectativas dos lojistas em relação à economia regional, ao segmento em que atuam e às suas próprias empresas.






