segunda-feira, março 9
Foto: Reprodução / Facebook
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O adolescente de 15 anos, Davi Balduino de Santana, encontrado morto em uma lagoa do bairro Campestre, em Piracicaba, no dia 15 de dezembro, não morreu afogado e sim foi assassinado. Esse é o resultado de uma investigação comandada pela Polícia Civil.

De acordo com investigadores, Santana estava no local com a irmã de 12 anos. Ela foi assediada por dois rapazes, um também de 15 anos e outro de 24 anos. Diante da situação, o irmão mandou ela ir para casa. Depois de três dias procurando a vítima, uma notícia no PIRANOT de um corpo encontrado, fez a família reconhecer a vítima e sepultá-lo.

Foto: Reprodução / Facebook
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Um laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou que Santana tinha sinais de agressões no pescoço e braço. Questionado, o adolescente que se apresentou no dia como testemunha, disse ter visto o jovem se afogando, mas acabou se contradizendo em depoimento e confessou que discutiu com ele, o jogou na água e segurou a sua cabeça até que o mesmo parasse de respirar.

Inicialmente o caso, registrado como morte suspeita, foi tratado como afogamento. Conforme notícia publicada pelo PIRANOT na época, testemunhas contaram para a polícia que Santana havia escorregado e caído na água. “O Corpo de Bombeiros foi acionado para fazer o resgate, mas quando chegou já encontrou a vítima sem vida. O corpo, após perícia, foi encaminhado ao IML onde até o fim da madrugada de hoje não havia sido reconhecido. Os jovens que estavam junto com o adolescente não souberam informar para a polícia a identidade e o endereço da família dele.”, diz a reportagem.

Segundo os investigadores, os rapazes omitiram a identidade de Santana afim de atrapalhar as investigações.

Através de uma nota dada sobre o afogamento na coluna “Manchetes do dia”, a família do jovem desconfiou que poderia se tratar de Santana e procurou a polícia. “Pelas redes sociais, Jéssica Santana, prima de Davi, contou que ficou sabendo da morte pelo nosso site. Segundo ela, o adolescente era obediente aos pais e sempre avisava para onde ia. “Estamos todos muito abatidos. Foi uma perda muito grande. Agradeço as orações de pessoas queridas e amigas que sempre estão nos apoiando. Temos fé que essa dor Deus vai ameninar. Ele fará justiça”.”, diz outro trecho da reportagem da época.

A participação do rapaz de 24 anos será apurada pela Polícia Civil. O menor de idade foi indicado por ato infracional e homicídio e aguarda decisão da Justiça.

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