Mãe de Vitor Pexe quer escrever livro sobre a história do filho
PIRACICABA (SP)
7 de março de 2017 · 3 min de leitura

Mãe de Vitor Pexe quer escrever livro sobre a história do filho

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Foto: Paulo Ricardo dos Santos / Câmara de Vereadores de Piracicaba
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Foto: Arquivo – Paulo Ricardo dos Santos / Câmara de Vereadores de Piracicaba

Foi sepultado no final da tarde de ontem (06), o corpo do líder comunitário e ex-suplente de vereador Victor Salvador Pexe, de 33 anos. Ele faleceu no domingo, conforme noticiou o PIRANOT.

Pexe estava internado desde a última quinta-feira (02). Segundo informações dos familiares, a causa da morte divulgada pelo HFC foi septicemia, problema que ocorre nos pacientes com infecções graves, caracterizada por um intenso estado inflamatório em todo o organismo.

Líder comunitário na região norte de Piracicaba, Pexe residia no Jardim Gilda. Editava o jornal Caderno do Mário Dedini, o primeiro jornal impresso do bairro. Em seu perfil no Facebook, se definia como um “repórter do povo”. Ele deixa a esposa Jussara Aparecida Marques Pexe e as filhas Maiara, 15, Bruna, 12, Letícia, 10, Gabriele, 7, e Laura, de um ano.

Sua trajetória na política teve início aos 18 anos, quando filiou-se ao PL (Partido Liberal), hoje PR (Partido da República). Candidatou-se a vereador em 2012 e obteve 519 votos. Em dezembro de 2015, assumiu ao mandato por 30 dias, após o pedido de afastamento do seu colega de partido, Laércio Trevisan Jr.

Na década de 80, sua história ganhou repercussão nacional. Por meio da campanha “Victor vivo depende de você”, promovida pela família, viajou aos Estados Unidos para a realização de transplante de fígado, sendo um dos primeiros casos de sucesso no Brasil. Além disso, Victor lutou para liberação de remédios para transplantados de fígado em São Paulo e obteve êxito em sua luta para liberação do remédio Ciclosporina.

Na ocasião de sua posse como vereador, em 2015, Pexe fez questão de relembrar o que lhe motivou a entrar na política: “Piracicaba parou para salvar a minha vida. Com o passar dos anos, senti que precisava, de alguma forma, batalhar pelo bem da população”, declarou ele, após o ato de juramento de posse e assinatura do termo de posse, feito pelo presidente Matheus Erler (PTB).

A mãe de Pexe, Sandra Aparecida Pissinato, disse que sua intenção é escrever um livro sobre a sua história. Além de vendedor de suco de laranja, pão de queijos e automóveis, chegou a montar uma bicicletaria na avenida Dois Córregos. “Há muitas coisas que as pessoas ainda não sabem sobre ele e que podem servir de exemplo para quem tem tudo e mesmo assim reclama da vida. Mesmo doente, ele trabalhava sem reclamar. Sempre correu atrás do seu sonho. Meu filho ressuscitou cinco vezes.”

Sandra disse que Pexe demonstrou vocação para a política ainda na infância. “Aos 12 anos, ele subia numa caixa de madeira com uma régua escolar nas mãos e gritava: ‘um dia serei presidente do Brasil’”, declarou a mãe, relembrando ainda as frequentes vindas à Câmara para acompanhar os trabalhos dos parlamentares. “Ter ocupado uma cadeira na Câmara foi uma das situações mais felizes de sua vida.”

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