
O Ministério Público acredita que a designer Denise Stella, de 31 anos, encontrada morta em uma ribanceira no final de abril entre Piracicaba e Saltinho, foi torturada antes de ser morta e que o assassino confesso queria abortar o filho que ela estava esperando. Ele nega que sabia da gravidez.
O crime completou um mês na semana passada e chocou todo o país. O homem foi indiciado e vai responder por homicídio qualificado com dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima, por motivo torpe e feticídio com ocultação de cadáver e aborto.

Denise foi morta com o cinto de segurança do próprio carro em um canavial. Segundo o relatório final das investigações, ela mantinha um relacionamento extraconjugal com o acusado, que se recusava a assumir o filho que ela esperava.
O laudo necroscópico feito pelo IML aponta uma série de lesões, principalmente na região uterina e na cabeça, que mostram a intenção do acusado de matar a criança que a vítima carregava.

O MP ainda acredita que o crime foi planejado, o que nega o assassino. A prisão temporária de 30 dias dele venceu e uma nova, dessa vez sem prazo final, foi decretada. Ainda não há data para julgamento.
