Na última sexta-feira (16), a Câmara de Vereadores de Piracicaba aprovou a criação de corredores comerciais em dois quarteirões da Avenida Cruzeiro do Sul, no bairro Nova Piracicaba.
A decisão, porém, desagradou muitos moradores do bairro. Tanto que o caso foi parar a Justiça.
A Comissão de Moradores do bairro deverá agora ir à Justiça contra a decisão da Câmara. Inclusive, já consta no Ministério Público um inquérito civil aberto pelo grupo, com cerca de três mil assinaturas.

Problemas
O bairro Nova Piracicaba foi projetado, originalmente, para ser um condomínio fechado; daí a razão de suas ruas serem mais largas se comparadas às ruas de outros bairros.
De última hora, no entanto, foi decidido que a Nova Piracicaba não seria mais um condomínio fechado, e sim um bairro estritamente residencial.
O loteamento da Avenida Cruzeiro do Sul foi aprovado e registrado em Cartório e na Prefeitura do município para fins residenciais e, por isso, é vetado a qualquer agente público torná-lo comercial.
“O problema é que a aprovação da medida abre precedentes”, comentou um dos moradores do bairro”. Se os estabelecimentos comerciais se instalaram de forma equivocada no local, e pressionarem a Prefeitura para que seja feita sua regularização, outros farão o mesmo e exigirão na Justiça a abertura de comércio”.
O morador do bairro diz também que, no momento em que as pessoas escolhem o bairro para residência, o fazem pela paz do local ser isento de quaisquer comércio.
“Toda a cidade utiliza aquele espaço e queremos que seja preservado tal como foi projetado, um bairro residencial. Nós iremos até as últimas instâncias judiciais”, concluiu o morador do bairro.
Projeto
O projeto foi aprovado na Câmara com 18 votos favoráveis e cinco contrários. Agora, espera-se que a Comissão comece a se reunir ainda esta semana.
A Câmara autorizou a criação de um corredor comercial na Avenida Cruzeiro do Sul, entre a Rua Emílio Galdi e a Rua dos Tico-Ticos.
Durante a votação, seis parlamentares foram contra o projeto.
Na emenda 1, o vereador Laércio Trevisan Júnior alegou que o bairro, desde o início, foi concebido de maneira comercial, e a aprovação de um trecho comercial na avenida interferia no projeto inicial do bairro.
Já na emenda 2, do vereador Chico Almeida, era solicitado a exclusão da Avenida Cruzeiro do Sul do projeto, a fim de não comprometê-la para o comércio.
Preocupações
Os moradores do bairro não escondem seu medo.
“A gente sabe que se legalizar esse trecho, no futuro será legalizado para toda a avenida”, comentou um deles.
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