Segundo pesquisa divulgada pela Infosiga (Movimento Paulista de Segurança no Trânsito), a cidade de Piracicaba registrou um aumento considerável de mortes no trânsito. As informações correspondem de 2016 a 2017.
Piracicaba já tinha superado, em agosto de 2017, o número de mortes ocorridas em todo o ano de 2016. Foram 61 mortes no trânsito em 2017, contra 42 em 2016 — um aumento de 45%.
Outro detalhe crucial divulgado pela pesquisa, é que a grande maioria das vítimas fatais são jovens entre 18 e 24 anos.
2018
Por mais que estejamos no começo de 2018, já podemos dizer que este ano começou turbulento. No sábado passado (10), a estudante de 22 anos Isabella Teodoro Camargo colidiu seu veículo contra uma árvore. O acidente ocorreu na Rua Mem de Sá, no bairro Castelinho, enquanto a jovem voltava para sua casa, às 03h20 da manhã. A estudante chegou a ser socorrida com vida, porém a Santa Casa atestou a morte da jovem às 10h40, em decorrência de um traumatismo crânio encefálico.
Um dia antes, em 9 de março, outro jovem já havia perdido a vida no trânsito piracicabano. Giovanni Clemente, de 19 anos, voltava para casa quando perdeu o controle de seu veículo na Avenida Jaime Pereira e colidiu contra dois postes, caindo no rio logo em seguida. O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou a ser acionado ao local, porém não havia mais nada a ser feito. O jovem já estava em óbito.

No domingo, 25 de fevereiro, outro grave acidente foi registrado no km 19 da Rodovia Margarida da Graça Martins, Piracicaba-Tupi. Era cerca de 21h38, quando houve uma colisão entre moto e uma caminhonete Captiva. O motoqueiro Tonny Grillo, de 36 anos, entrou em óbito no local.
E por toda a cidade, várias outras mortes de trânsito aconteceram, tornando impossível colocar todas em apenas uma reportagem.
Preocupação com o trânsito
Nesta segunda, 12 de março, a vereadora Coronel Adriana (PPS) ocupou a tribuna da Câmara de Vereadores de Piracicaba, durante a 11ª reunião, para demonstrar sua preocupação quanto ao trânsito piracicabano.
“Piracicaba é uma das [cidades] campeãs do Estado em mortes no trânsito”, comentou a vereadora, referindo-se àquele aumento de 45% de mortes no trânsito, conforme dito no início desta reportagem. “Em que pese todos os esforços para melhorar a condição das vias e as campanhas de prevenção, ainda assim os números não recrudescem”.
E a vereadora foi além, mencionando, inclusive, o problema da bebida entre jovens. “Muitos destes acidentes são provocados pelo uso de álcool na direção, que, quando não matam, lesionam”.
Como Piracicaba conseguiu registrar um aumento de 45% de mortes no trânsito, de 2016 a 2017, tendo, em sua grande maioria, jovens entre as vítimas fatais, já necessitamos urgentemente repensar juntos uma série de questões. Antes que piore.

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