Uma mulher de 38 anos, moradora de Piracicaba, descobriu que seu noivo assediava sua filha e sobrinha. O crime aconteceu na madrugada de sexta-feira, 23 de março.

A vítima chegou a comentar que seu noivo, de 37 anos, enviou — por Facebook e WhatsApp — várias mensagens e fotos para sua filha de 14 anos. As mensagens convidavam a garota para ir à sua casa para tomar vodka, tequila e “ficar doidinha”. A certa altura, o homem diz também que estava com saudades da garota e que a amava muito.
Ele ainda chegou a enviar para a garota fotos suas só de cueca, pedindo que ela fizesse o mesmo. A garota contou à polícia que apagou as fotos, pois não achava aquilo certo, já que o indiciado era noivo de sua mãe.
Na mesma data, o homem também mandou mensagens à sobrinha da vítima, de 15 anos. Nas mensagens, o teor do assédio era similar. Em determinado momento da conversa, ele diz à jovem que a amava, ao que ela responde: “me poupe, você tem idade para ser meu pai e, aliás, é noivo da minha tia”.
Crime
O caso foi inicialmente registrado como Perturbação da Tranquilidade, incurso no Artigo 65 das Contravenções Penais; posteriormente, o crime se mudará para “estupro”.
“Por enquanto, não foi dado a entrada, pois elas [minha filha e sobrinha] têm que estar junto, por isso não foi possível representar ontem. Porém, a advogada me explicou que o caso já entrou na lei nova. A partir do momento que a pessoa tem a intenção de consumar o ato, mesmo sem tê-lo consumado, automaticamente já entra como estupro na nova legislação”, comentou a mãe da garota em declaração exclusiva ao jornal PIRANOT. No caso, o estupro reside no fato de o homem ter chamado a garota até a sua casa para que ela consumisse bebida alcoólica e “ficasse doidinha”, segundo termo utilizado por ele próprio.
Na segunda-feira, ambas as vítimas farão a representação contra o indiciado.
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