O Índice de Confiança do Varejo de Piracicaba — levantamento mensal feito pela Ejea/Esalq-USP (Empresa Júnior de Economia e Administração) em parceria com a Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) — registrou um aumento de 2,35% no mês de setembro. Esta é a terceira variação positiva do ano, passando de 103,71 para 106,15 pontos, se comparado com o mês anterior.
O ICA (Índice de Confiança Atual), que mede a confiança dos varejistas em relação à economia e às vendas do mês, também teve resultado semelhante. A análise registra crescimento de 3,38%, no período analisado. Também foi observado um resultado positivo em relação à perspectiva futura da economia, mensurada pelo ICF (Índice Futuro), com aumento de 1,58% em setembro.
De acordo com Luiz Carlos Furtuoso, presidente da Acipi, os números refletem uma ansiedade do varejo com a chegada do fim do ano. “Além disso, funcionários de alguns setores, como os do comércio, recebem o reajuste anual do salário, sem falar no pagamento do 13º salário, que incrementa a renda do consumidor. Outro fator que pode estar ligado ao crescimento do índice é a expectativa de um novo governo. Apesar do elevado número de desempregados, o Brasil gerou mais de 130 mil novos postos de trabalho em setembro deste ano”.
Segmentos
O segmento de Habitação cresceu 4,70%, porém o aumento foi menor que no mês anterior, quando o índice registrou 14,59%. No setor Automotivo, segundo cálculo da Ejea, o aumento foi maior que os demais setores, ficando em 22,95% em relação ao mês anterior. “É interessante ressaltar que esse crescimento nas vendas do setor ocorreu em todo o país”, comentou Gabriela Naves Caixeta, coordenadora do ICV-P, na Esalq-USP, com orientação do professor Eduardo Spers.
O setor de Alimentação foi o que registrou dado contrário aos demais, apresentando uma queda de 2,70%, quando comparado ao mês passado.
Já os setores de Vestuário e Higiene e Cuidados Pessoais tiveram comportamentos crescentes, de 14,65% e 18,81%, respectivamente. “Este movimento positivo em todos os índices avaliados nos últimos dois meses confirma uma reversão nas expectativas que vinham acumulando uma sequência negativa. A proximidade das datas comemorativas do final do ano e a mudança de perspectiva com a chegada de um novo governo podem ser explicações para esta mudança”, ressaltou Gabriela.
