O Plantadores da Alegria é um grupo de trabalho voluntário, nascido em 2006, onde seus membros se vestem de palhaço e vão até o Hospital dos Fornecedores de Cana (HFC), onde atuam diretamente. O objetivo do grupo, tal como já transparece o nome, é levar alegria aos pacientes internados, proporcionando um pouco de felicidade em meio a um ambiente tão tenso.
Nesta entrevista concedida com exclusividade ao Jornal PIRANOT, o grupo conta um pouco de sua história e explica como atua.

Como surgiu o grupo Plantadores da Alegria?
Suellen Costa: O grupo foi criado em junho de 2006. Não sou capaz de citar um nome, mas sabemos que foi idealizado por um grupo de estudantes. Atualmente nenhum dos fundadores é membro do grupo, porque os Plantadores foi renovando seu quadro de voluntários ao longo desses 12 anos.
Como se dá a atuação do grupo no Hospital dos Fornecedores de Cana (HFC)?
Suellen Costa: A atuação ocorre durante todo o ano. O grupo se divide em duas equipes: uma parte realiza visitas às terças e outra aos sábados. Visitamos todo o hospital, exceto quartos com isolamento/precaução de contato, UTI, hemodiálise e maternidade. Em meio aos jalecos brancos dos médicos e enfermeiros, chegamos com nossos narizes vermelhos, bexigas e brincadeiras para levar alegria e conforto aos pacientes e acompanhantes.
Há planos para levar essa experiência a outros hospitais?
Suellen Costa: No momento, não. Além do Hospital dos Fornecedores de Cana (HFC), nosso grupo também realiza algumas visitas externas, em datas especiais, como Pastorais da criança, lares de idosos, ONGs.
Em 2017, o grupo recebeu uma moção de aplausos na Câmara por sua atuação e pela alegria que traz aos pacientes. A moção foi de autoria do vereador Ronaldo Moschini. Esse reconhecimento motiva o grupo todo a ir além?
Suellen Costa: Não realizamos nosso trabalho almejando qualquer tipo de reconhecimento. Costumamos dizer que a maior e melhor recompensa para nós é ver o sorriso no rosto dos pacientes, é receber o carinho que recebemos em cada quarto que passamos. Mas ficamos felizes, claro! É gratificante tal homenagem partindo de um membro do corpo Médico do HFC; e também vemos essa moção como uma forma de motivar as pessoas a também realizarem atos voluntários e gentilezas no seu dia a dia.

Qual foi a melhor experiência que você teve no grupo até o momento?
Mariana Bergamasco: Dentro de um hospital, escutamos várias histórias, sejam elas boas, ruins, de superação, de cura, etc. Cada palhaço tem um jeito individual de sentir essas experiências, mas com certeza as melhores são quando visitamos a mesma pessoa com frequência (por causa de uma internação mais longa) e essa pessoa recebe alta e vai para casa. É uma felicidade geral. Durante esses anos de grupo, temos várias pessoas marcantes, como o pequeno João que nos deixou muito novo; a Fernanda que foi para casa depois de uma longa jornada de internação; entre tantos outros que guardamos em nossos corações!
A experiência toda, embora gratificante, afeta emocionalmente o grupo de alguma forma?
Flávio Moda: Tentamos não nos deixar abalar, já que precisamos ser a alegria dentro de cada quarto. Inevitavelmente acabamos acompanhando alguns casos que nos envolve emocionante, mas sempre procuramos disfarçar com o máximo de alegria ou com palavras de conforto, dependendo da necessidade de cada paciente.
Se alguém quiser se voluntariar, é possível?
Flávio Moda: Sim! É só enviar um email para << novolhaco@gmail.com >> preencher o questionário que enviaremos e aguardar nosso contato para entrar na trupe.
Tem alguma mensagem que vocês gostariam de passar para os nossos leitores?
Flávio Moda: Fazemos isso com muito amor. Nossa intenção, além de levar nosso carinho aos pacientes, é levar a idéia que todos podem fazer igual ou melhor. Precisamos nos lembrar que somos todos irmãos. Todos nós temos sonhos e não vivemos sozinhos. Podemos fazer uma diferença enorme, trazendo amor ao mundo. Pode até parecer utopia almejar uma mudança tão grande, mas precisamos começar a fazer as pequenas coisas agora, só assim elas poderão se tornar algo grandioso.






