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quarta-feira, abril 15
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Piracicaba (SP)

Câmara de Piracicaba encaminha denúncias sobre o Semae e cobra posição da prefeitura

· 3 min de leitura · Atualizado em 04.08.2020 · Por Fernanda Maestro

A Câmara de Vereadores de Piracicaba quer saber qual a posição da prefeitura sobre as denúncias apresentadas por dois servidores do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto). Um ofício assinado pelo presidente Gilmar Rotta seguiu nesta quarta-feira (13) para o prefeito Barjas Negri, com cópias de reportagens e o material em vídeo das declarações de Ana Paula Classere e José Carlos Magazine, que estiveram na Câmara em 28 de fevereiro para apresentar uma série de problemas relacionados à autarquia.

Foto: Lucas Machado

No documento, Gilmar Rotta destaca que, diante das informações trazidas ao Legislativo pelos servidores, é preciso que o Legislativo seja informado sobre o posicionamento da prefeitura sobre as questões e também os encaminhamentos internos adotados pelo Executivo. O presidente da Câmara lembra que o esclarecimento é importante para que outros vereadores recebam a informação, como também a população.

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Ao ocupar a Tribuna Popular da Câmara, Ana Paula Classere relatou ameaças e perseguições aos servidores do Semae. “Os funcionários não estão tendo condições de trabalhar. Somos um grupo de 10 servidores que decidiu denunciar e já está tendo perseguição. O (José) Rubens (Françoso, presidente do Semae) não aceita conversa com a gente, ele é prepotente”, disse ela, na ocasião.

Na mesma data, o também funcionário da autarquia, José Carlos Magazine, reclamou de sucateamento da frota de veículos e de uma suposta atuação deliberada para prejudicar o Semae com a intenção de privatizá-lo. Ele também relatou retaliação e uma fraude que envolveria a autarquia e a empresa Águas do Mirante. “Tem 13 mil ordens de serviço sobre ligações clandestinas a serem verificadas”, disse.

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Os problemas relacionados ao abastecimento de água motivam discussões na Câmara antes mesmo da retomada das reuniões ordinárias. No dia 01 de fevereiro, um grupo apresentou à Mesa Diretora 1.200 assinaturas e solicitou audiência pública, realizada em 20 de fevereiro, quando José Rubens Françoso e técnicos da autarquia responderam a questionamentos dos parlamentares e de munícipes durante quatro horas. Na ocasião, os vereadores cobraram a instalação de comitê de crise no Semae. Além disso, o presidente do Semae foi chamado para dar explicações na reunião ordinária do dia 07 de fevereiro.

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