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27 de março de 2019

Jornalista Rafael Henzel, sobrevivente da tragédia da Chapecoense, é velado em Chapecó

Foto: Reprodução Internet

O corpo do jornalista Rafael Henzel, de 45 anos, que morreu na noite desta terça-feira (26) após sofrer um infarto enquanto jogava futebol, está sendo velado desde às 06h30 desta quarta-feira (27), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, ao lado da Arena Condá, em Chapecó. Ele foi um dos quatro brasileiros sobreviventes na tragédia aérea da Chapecoense em 2016.

Foto: Reprodução Internet

Rafael chegou a ser levado de helicóptero ao Hospital Regional de Chapecó, mas não resistiu e morreu na unidade às 21h10, conforme nota emitida pelo hospital. Em nota, o Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, informou com pesar que Henzel morreu às 21h10. Ele chegou na unidade em parada cardiorrespiratória, “vítima de um mal súbito durante jogo de futebol com amigos e colegas de imprensa de Chapecó”. Também diz que todas as medidas de reanimação possíveis foram adotadas, sem sucesso.

Durante a madrugada, uma cirurgia foi realizada para retirar as córneas do jornalista para doação. O transplante foi autorizado pela família.

Sepultamento

O velório do jornalista contou com uma cerimônia ecumênica logo no início. Por volta das 09h, uma bandeira do município de Chapecó foi colocada em cima do caixão pelo prefeito Luciano José Buligon e pelo vice-prefeito Elio Francisco Cella. O cortejo fúnebre será realizado às 16h desta quarta-feira (27), pelo caminhão do Corpo de Bombeiros até o Cemitério Parque Jardim do Éden, onde o corpo de Rafael Henzel será sepultado.

Trajetória

Rafael Henzel era narrador e tinha 45 anos. Ele deixa o filho Otávio, de 14 anos, e a esposa Jussara. O jornalista costumava jogar bola às terças-feiras. Na partida de ontem, se sentiu mal e precisou ser socorrido. Ontem mais cedo, apresentou normalmente seu programa na Rádio Oeste Capital FM.

Henzel foi um dos seis sobreviventes do voo LaMia 2933. O avião, que levava a delegação da Chapecoense para a Colômbia, caiu no dia 28 de novembro de 2016 próximo ao aeroporto na cidade de Rionegro e matou 71 pessoas.

Em 2017, Rafael Henzel lançou o livro “Viva Como se Estivesse de Partida”. Na obra, fala sobre o incidente e a mensagem de importância à vida.

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