Como os meses de abril e maio marcam o início de uma nova geração do carrapato estrela (transmissor da febre maculosa), na região de Piracicaba, equipes da ESALQ e do poder público já iniciaram um trabalho de identificação das áreas mais vulneráveis à ocorrência dessa doença.

Em 2013, o reitor da Universidade de São Paulo criou a Comissão Técnica Permanente de Prevenção e Controle da Febre Maculosa da ESALQ. A equipe é integrada por profissionais das áreas de medicina, veterinária, agronomia, biologia, geografia, enfermagem, turismo e estudantes universitários. Os trabalhos conduzidos no campus da ESALQ Piracicaba têm sido intensos no sentido de reduzir os riscos de ocorrência da enfermidade.
“Nossa proposta é desenvolver um plano piloto de priorização das áreas públicas de maior risco, dentro de um contexto de recursos escassos da Prefeitura Municipal”, comentou Gilberto Moraes, professor e coordenador da comissão.
Os trabalhos, a priori, serão realizado em cinco regiões piracicabanas mais vulneráveis à ocorrência da doença, que são o Horto do Tupi, Lagoa de Santa Rita, Lagoa do Unileste, Ribeirão Piracicamirim (proximidades do Jardim Brasília) e Rio Piracicaba (proximidades do Parque do Mirante). Com base nos estudos dessas regiões, serão determinadas quais ações preventivas devem ser tomadas em cada local. Regiões mais perigosas receberão maior intervenção da prefeitura para reduzir o risco da febre maculosa. “Trata-se de um trabalho de 18 meses que está começando agora, com a participação de alunos e professores da Esalq e FMVZ, técnicos da Sedema, Centro de Controle de Zoonoses e Vigilância Epidemiológica Estadual”, comenta o professor.
Ações
Uma das ações já encaminhadas por esta comissão à Sedema (Secretaria de Defesa do Meio Ambiente) sugere a intensificação do reflorestamento das margens do ribeirão Piracicamirim, que atravessa bairros populosos e traz grande oferta de capim consumidos pelas capivaras. Com isso, capivaras que durante o dia se abrigam no campus saem à noite para aí se alimentar. Além disso, há inúmeros outros benefícios do reflorestamento ao município.
Marianna Curi, médica veterinária da Sedema, comenta essa parceira com a ESALQ. “Certamente esse elo com a ESALQ é necessário para resolvermos um problema grande, de anos, mas que tem melhorado ao longo do tempo. A qualidade de vida da população pode ser melhor a partir dessa ação conjunta”.
Para a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses de Piracicaba (CCZ), Eliane Silva, o município já está aprendendo a conviver com a febre maculosa. “Piracicaba é cortada por rios e córregos, além das lagoas com a presença de capivaras. No parque da Rua do Porto e no Engenho Central, locais que recebem grande quantidade de pessoas, mantemos alerta constante. Ao mesmo tempo a população precisa relatar o problema, precisa respeitar as placas de sinalização e a rede médica precisa estar continuamente atenta. É preciso aprender a conviver. Esse trabalho com a Esalq tem levado a resultados positivos nesse sentido”.
O CCZ desenvolve um trabalho de vigilância de áreas de ocorrência de carrapato estrela. “Partilhamos com a ESALQ as notificações de casos, o que amplia a vigilância. Além disso, promovemos a distribuição de material educativo e palestras em escolas e empresas instaladas próximas às margens do rio Piracicaba”, reforça Regina Lex Engel, bióloga do Centro de Controle de Zoonoses de Piracicaba (CCZ).
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