Um indivíduo de 55 anos responderá por falsa comunicação de crime, em Piracicaba (SP), ao mentir para polícia dizendo que havia sido vítima de um roubo. O suposto crime teria ocorrido na tarde de sábado (22), por volta das 16h15.

O indivíduo — identificado como JNMR — contou que trafegava com seu veículo pela Avenida 31 de Março, momento em que parou seu carro para atender uma ligação, e, assim, teria sido abordado por um travesti. Armado com uma faca, o travesti anunciou o roubo, entrou no carro e o obrigou a dirigir até a Caixa Econômica Federal (CEF) no Centro do município.
De acordo com JNMR, o travesti o teria obrigado a entrar no banco e sacar R$ 200 reais em dinheiro, enquanto esperava no veículo. Neste momento, JNMR teria conseguido fugido, abandonando o travesti e o veículo. A polícia teria sido acionada assim que JNMR percebeu que o travesti havia fugido com seu carro.
JNMR ainda contou à polícia que visualizou a fisionomia do travesti e que seria capaz de reconhecê-lo.
Mais tarde no mesmo dia, a Guarda Civil realizava patrulhamento de rotina pela rodovia SP-304, quando, no km 176, flagrou o suposto veículo roubado pelo travesti, sendo um Volkswagen Voyage.
O veículo foi abordado e, em seu interior, os guardas encontraram duas pessoas: o travesti e um manobrista de 29 anos. Ao ser indagado, o travesti contou que havia realizado um programa sexual com um de seus clientes, e, ao término, seu cliente disse que iria até a Caixa Econômica, no Centro de Piracicaba, para sacar R$ 200 reais e pagar o programa.
O travesti contou ainda que seu cliente estacionou o carro próximo à Caixa Econômica e entrou no banco, visando sacar o dinheiro. O travesti ficou no carro. Porém, como 30 minutos já havia se passado e seu cliente não retornava, o travesti pediu ao manobrista de rua, um velho conhecido seu, que o levasse até sua casa. O travesti negou qualquer roubo.
O manobrista contou a mesma história. Ele viu o travesti dentro do veículo por mais de meia-hora, e, assim, ofereceu auxílio. Como o travesti não sabia dirigir, se ofereceu para levá-lo até sua casa, momento em que acabaram abordados.
Ainda na delegacia, JNMR foi interrogado por policiais sobre um Boletim de Ocorrência que ele havia acabado de registrar. Assim, ele confessando a mentira. JNMR negou que tenha sido ameaçado pelo travesti com uma faca e negou também o programa sexual. Ele disse que estava no bar e que decidiu somente conversar com o travesti, tendo pago a já referida quantia em dinheiro para isso.
Ainda no sábado, a Polícia Civil do Estado de São Paulo deliberou pela confecção de um Boletim de Ocorrência, haja visto ter sido constatada a ocorrência de falsa comunicação de crime, nos moldes da Lei 9099/95.
