Uma mulher de 29 anos foi agredida pelo ex-marido na manhã desta segunda-feira (01), em Piracicaba (SP). A agressão ocorreu pela Rua Veridiana Aparecida Elesbão, no bairro da Pompéia, ao leste do município.
A vítima informou a Polícia Civil que está separada de seu marido há um mês e que, nesta manhã de segunda (01), quando ela dirigia até seu trabalho pela Rua Veridiana Aparecida Elesbão, seu ex-marido a fechou na via com outro automóvel. Em seguida, ele teria agredido a vítima com vários socos no braço, além de ter proferido várias palavras de baixo calão contra ela. Posteriormente, o agressor ainda a teria ameaçado, dizendo que “daria uns tiros nela”.
A vítima compareceu à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), no Centro do município, às 09h48 desta segunda, para lavrar o Boletim de Ocorrência. O incidente foi registrado como crime de injúria, ameaça e vias de fato.
O 6º Distrito Policial de Piracicaba ficou incumbido de acompanhar o caso.
Maria da Penha
O serviço tem como objetivo reduzir as estatísticas de agressões na cidade, já que a Lei Maria da Penha defende as mulheres de qualquer forma de violência. Perante a lei, é considerada violência contra a mulher qualquer ação ou omissão que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual, psicológico e dano patrimonial. Sua finalidade é proteger as mulheres de agressão doméstica ou familiar que, por decisão judicial, possuem medidas protetivas que determinam que os agressores mantenham distância, não ultrapassando um limite mínimo de aproximação.
Em Piracicaba, é a Guarda Civil Municipal (GCM) que fica incumbida do patrulhamento. A GCM tem à sua disposição uma equipe composta de uma coordenadora e oito guardas que trabalham em horários e dias alternados. O monitoramento é feito 24 horas ininterruptas, e, caso haja descumprimento de pena, o agressor é preso.
“Esses números apontam que a ação da Patrulha Maria da Penha tem auxiliado as mulheres piracicabanas vítimas da violência. Desde sua implantação, os trabalhos com as vítimas mostram que agora elas se sentem mais seguras para denunciar o agressor, podendo contar com o apoio não só da Patrulha, mas também da rede de atendimento no município. Com toda certeza, a Patrulha Maria da Penha é uma ferramenta importantíssima para mudar as estatísticas de violência contra a mulher em Piracicaba”, comenta Lucineide Maciel, comandante da Guarda Civil.
Presenciou episódios de violência contra as mulheres? Denuncie!
Denúncias de violência contra as mulheres podem ser feitas para a Guarda Civil (telefone 153); no Plantão 24 horas; na Central de Atendimento à Mulher em situação de Violência (telefone 180); e principalmente na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), situada na Rua Alferes José Caetano nº 1018, centro de Piracicaba, através do telefone (19) 3433-5878.
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