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19 de março de 2020 · 3 min de leitura

Após anúncio de suspensão, funcionários do shopping temem o pior

shopping piracicaba
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Funcionários que trabalham em lojas do Shopping Piracicaba temem o não recebimento de salários e desemprego depois do anúncio da suspensão das atividades por 43 dias, conforme informou ontem (18), o Jornal PIRANOT.

Segundo o shopping, apenas os restaurantes vão operar em sistema de Delivery. As demais lojas seguirão fechadas até dia 01° de maio, como recomendou o governador do estado de São Paulo João Dória, do PSDB.

Por lei, os empregadores são obrigados a manter os pagamentos em dia. Ocorre que alguns empresários tem enfrentado prejuízos desde 2014 e operam no negativo, o que aumenta o medo em parte dos trabalhadores. Para ajudar as empresas, o Governo Federal tem liberado dinheiro aos bancos públicos para aumentar o crédito, além de adiar o pagamento de alguns impostos e benefícios trabalhistas como o FGTS. Para alguns setores, férias coletivas podem ser ofertadas.

Na nota enviada para o Jornal PIRANOT na noite de ontem, o Shopping Piracicaba não informou se conversou com os lojistas sobre como ficarão os salários de quem trabalha nas lojas e como os empresários conseguirão passar por esse momento delicado com as contas em dia sem ter dinheiro entrando no caixa. Já o sindicato que representa os trabalhadores informou que se reunirá com representantes das lojas nesta quinta-feira (19) para saber como ficarão os salários dos trabalhadores do shopping. Nada ainda foi definido.

Sobre o comércio de rua, o sindicato que representa a categoria ainda não informou se está negociando com os empresários o fechamento das lojas. Nesta semana, o Centro de Piracicaba está vazio, com poucas pessoas nas ruas. Dois supermercados que operam na cidade estão abrindo mais cedo exclusivamente para atender idosos. No caso do Jaú Serve, das 7 às 8 horas da manhã, apenas quem tem mais de 60 anos poderão entrar e fazer compras. Após esse horário, o acesso é liberado aos demais clientes.

Em Piracicaba, conforme informamos ontem a noite, subiu para 32 o número de casos suspeitos. Até o momento, a cidade não tem casos confirmados.

Falta de alimentos

É importante frisar que, segundo as instituições que representam os supermercados, não haverá desabastecimento de alimentos no estado de São Paulo. Neste momento é solicitado o bom senso ao consumidor para comprar o necessário, já que não há a necessidade de criar um estoque em casa.

Fechamento total

Na capital paulista, o prefeito Bruno Covas, também do PSDB, anunciou que a partir de sexta-feira (20), apenas comércios essenciais poderão operar na cidade, os demais devem fechar. Essenciais são supermercados, farmácias, postos de combustíveis e fast food’s.

Bom exemplo

Como um bom exemplo, a empresa AMBEV anunciou a doação de álcool que sobra na produção de bebidas da marca, para empresas que produzem álcool em gel com o objetivo do material produzido ser doado para hospitais e instituições de saúde pública.

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