Secretaria de Saúde vê baixo isolamento social em Piracicaba como preocupante
PIRACICABA (SP)
26 de maio de 2020 · 2 min de leitura

Secretaria de Saúde vê baixo isolamento social em Piracicaba como preocupante

Foto: Europa Press News/Superinteressante
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Em Piracicaba, o secretário municipal de Saúde, Pedro Mello, reforçou a necessidade do isolamento social para o achatamento da curva de contágio pelo novo coronavírus (Covid-19). A declaração foi dada em uma entrevista ao Parlamento Aberto, na sexta-feira passada (22).

Secretaria de Saúde vê baixo isolamento social em Piracicaba como preocupante
Foto: Wagner Romano / Jornal PIRANOT

Na ocasião, o secretário ressaltou que, se a população de Piracicaba seguisse a taxa recomendada, acima de 60%, até por volta da metade do mês de junho, os índices de Covid-19 estariam em processo de regressão em julho. No entanto, o titular da pasta salientou que a taxa de isolamento na cidade tem variado entre 43 a 50%, segundo o Governo do Estado de São Paulo. A taxa é preocupante. “Neste momento, o vírus apresenta crescimento de contágio de aproximadamente 10% ao dia e uma pessoa contaminada pode transmitir a doença para até duas pessoas”, comentou Mello. Ele disse ainda que quanto maior o isolamento, “mais rápido a gente sai deste processo”.

Os números do aumento do contágio do novo coronavírus foram observados pelo secretário. No dia 14 de abril, Piracicaba tinha 29 casos confirmados, 153 suspeitos, 131 descartados e somente um óbito. Já no dia 22, pouco mais de um mês depois, os números no município já haviam saltado para 392 confirmados, 199 suspeitos, 895 casos descartados, 163 em tratamento e 22 óbitos.

O secretário também citou dados referentes à quantidade de profissionais da saúde contaminados pelo novo coronavírus que, até a última quinta-feira (21), chegou a 76.

Leitos no município

Em relação ao número de leitos disponíveis para o tratamento do novo coronavírus, Pedro Mello comentou que Piracicaba, no momento, apresenta uma taxa de leitos para terapia intensiva (UTI) superior à taxa recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Contudo, o avanço do número de contaminados pelo vírus gera preocupações.

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