O governo do Distrito Federal decretou nesta segunda-feira (29) estado de calamidade pública por causa da evolução recente dos casos confirmados e mortes decorrentes do novo coronavírus.

A medida consta de decreto publicado nesta manhã no Diário Oficial pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).
Informalmente, o Palácio do Buriti trata a decretação do estado de calamidade pública apenas como uma medida formal, para ter acesso a recursos federais para combater a pandemia.
No entanto, o quadro no Distrito Federal vem se deteriorando semanalmente, após indícios de que a situação estaria controlada na capital federal.
O Distrito Federal registra atualmente 44,9 mil casos do novo coronavírus. Um total de 548 pessoas morreram em decorrência da doença.
O Distrito Federal foi uma das primeiras unidades da federação atingidas pelo novo coronavírus. A gestão de Ibaneis Rocha também foi uma das primeiras a implementar uma grande política de distanciamento social, fechando o comércio, bares, restaurantes e escolas.
Ainda no início de abril, o Ministério da Saúde classificou o Distrito Federal e mais quatro estados como possivelmente estando na fase de aceleração descontrolada do vírus.
Os índices, no entanto, passaram a crescer em uma velocidade menor que outros estados, dando a impressão que o surto estaria controlado. No início de maio, a ocupação de leitos públicos exclusivos para a Covid estava em 25%.
O governo, então, começou a promover a abertura gradual de suas atividades. Ao mesmo tempo, lançou um grande programa de testagem para a Covid, se tornando modelo no país.
Com a abertura, no entanto, a situação voltou a piorar. Mesmo aumentando semana a semana a quantidade de leitos exclusivos para a Covid, com suporte de ventilação mecânica, a ocupação dessas unidades públicas agora está perto de 70%.
A situação também é considerada grave porque a rede particular mostra estar perto do colapso. Os leitos particulares exclusivos para a Covid-19 apresentam ocupação de 92% nesta segunda-feira, enquanto as UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) registram 75% de ocupação.
No fim de semana, em um áudio divulgado pelo site Antagonista, atribuído ao cirurgião-geral do Hospital de Base, Lucas Seixas, é informado que o sistema público e privado estão perto do colapso, além de que há falta de medicamentos para tratar os pacientes.
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