Caso de menina morta por escorpião pode ser tema de audiência pública na Câmara

Caso de menina morta por escorpião pode ser tema de audiência pública na Câmara

Caso de menina morta por escorpião pode ser tema de audiência pública na Câmara
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um requerimento apresentado na Câmara Municipal de Piracicaba propõe a realização de uma audiência pública para debater o atendimento médico prestado à menina Jamilly Vitória Duarte, de 5 anos, vítima de picada de escorpião, que veio a falecer no último dia 12. O requerimento, de autoria de Pedro Kawai (PSDB), tem como objetivo discutir a demora no atendimento e na aplicação de soro antiescorpiônico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vila Cristina.

O requerimento, de número 716/2023, sugere que a audiência pública seja realizada no dia 05 de setembro, e busca esclarecimentos sobre o caso da criança envenenada por um animal peçonhento. A morte de Jamilly gerou comoção e levou à reflexão sobre a eficácia do atendimento e dos procedimentos médicos em casos de picadas de escorpião.

O autor do requerimento ressalta a importância de se compreender os detalhes do atendimento e dos procedimentos médicos adotados no caso da menina Jamilly. Ele destaca que é necessário esclarecer se houve erro no atendimento e no procedimento médico, com o objetivo de evitar futuros incidentes similares.

O requerimento também lista os nomes das autoridades que seriam convocadas para a audiência pública, incluindo o secretário municipal de Saúde, coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses de Piracicaba, representantes do Hospital Mahatma Gandhi, além de diversas outras autoridades e interessados.

Além disso, outro requerimento, o 712/2023, relacionado ao caso da menina Jamilly. Ele busca informações sobre a disponibilidade de soro antiescorpiônico na UPA Vila Cristina, bem como os procedimentos adotados desde a entrada da vítima até a transferência para a Santa Casa. Também é questionado se a UPA Vila Cristina é uma referência para atendimento de picada de escorpião e questiona a ausência de aplicação do soro antiescorpiônico, considerando a gravidade da situação.

Esses requerimentos refletem a preocupação dos legisladores e da população de Piracicaba com a qualidade do atendimento em casos de picadas de escorpião, buscando garantir que situações trágicas como essa não se repitam no futuro.