O Padre Reginaldo Manzotti, um dos sacerdotes mais populares do Brasil, abriu o coração sobre sua vida pessoal e a escolha pelo celibato em entrevista ao programa “Provoca”, da TV Cultura, apresentado por Marcelo Tas. Durante o bate-papo, ele reafirmou seu compromisso com a Igreja e declarou que não há espaço para um relacionamento em sua vida.
“Não há lugar para mulher ou homem na minha vida”, afirmou o padre, explicando que a dedicação ao sacerdócio exige renúncias. Segundo ele, o celibato não é uma obrigação, mas um dom: “Eu acredito que o celibato é um dom. Eu vivo esse dom e sou feliz assim.”
“Alguém perto de mim seria infeliz”, diz Manzotti
Ao ser questionado sobre solidão e vida pessoal, Manzotti foi direto e disse que um possível relacionamento não teria espaço em sua rotina.
“Alguém perto de mim seria infeliz. Meu chamado exige dedicação total, e eu não teria tempo para um relacionamento”, revelou.
Manzotti, que é conhecido por sua intensa agenda de evangelização, com missas, eventos e programas de rádio e TV, destacou que essa escolha não o faz sofrer, pois vê sua missão como algo maior.
Celibato na Igreja Católica: uma escolha ou obrigação?
O celibato sacerdotal é um dos temas mais debatidos dentro da Igreja Católica. Apesar de ser uma tradição milenar, há discussões sobre uma possível flexibilização da regra, permitindo que padres possam casar. No entanto, para Reginaldo Manzotti, a decisão de permanecer celibatário é uma escolha pessoal e espiritual.
“Eu não sinto falta porque minha vocação me completa. Meu chamado é evangelizar, e essa entrega exige 100% de mim”, explicou.
O sucesso do padre nas mídias e sua influência
Além de sacerdote, Manzotti é escritor, cantor e comunicador, tendo milhões de seguidores nas redes sociais e uma agenda lotada de eventos religiosos pelo Brasil. Seu jeito carismático e acessível atrai fiéis de todas as idades, tornando-o uma das figuras mais influentes da Igreja Católica no país.
A entrevista no “Provoca” rendeu grande repercussão nas redes sociais, com muitos fiéis elogiando sua postura e dedicação à fé. Outros, porém, levantaram o debate sobre a exigência do celibato e o impacto dessa escolha na vida dos sacerdotes.