terça-feira, março 10

A Cosan, controladora da Raízen, avalia vender sua participação na operação brasileira da rede de lojas de conveniência Oxxo. O movimento acontece após a divulgação de um prejuízo bilionário no último trimestre de 2024, reforçando as dificuldades enfrentadas pela varejista no país.

A entrada do Oxxo no Brasil, em parceria com a mexicana Femza, foi baseada em um modelo de crescimento acelerado. A estratégia previa a abertura de uma loja a cada 42 horas, com raio de até 150 km para facilitar a logística de abastecimento. No entanto, essa rápida expansão gerou altos custos operacionais e baixo retorno financeiro, tornando-se um dos maiores desafios da Raízen.

A empresa já possuía experiência com o Shell Select, rede de conveniência dos postos Shell, e esperava replicar o modelo em lojas independentes. Porém, o mercado brasileiro se mostrou mais resistente do que o esperado. A reação negativa dos consumidores foi um obstáculo, com clientes reclamando que “piscou, abriu um Oxxo”. Além disso, a empresa investiu em campanhas para ensinar a pronúncia correta do nome da marca, algo que não teve o engajamento esperado.

Dívidas e dificuldades financeiras

A Raízen e a Femza investiram cerca de R$ 1 bilhão no Oxxo no Brasil, sem retorno significativo. Além dos custos elevados da expansão, os contratos de aluguel, que inicialmente eram negociados a preços baixos, passaram por reajustes que pesaram nas finanças da operação.

Diante do prejuízo de R$ 9,29 bilhões da Cosan, a venda da rede Oxxo se tornou uma opção para aliviar o endividamento da companhia. Além do varejo, a Cosan também avalia a venda de ativos da Raízen, como sua participação nas usinas de etanol de segunda geração.

O futuro do Oxxo no Brasil

A possível saída da Cosan/Raízen do negócio abre espaço para que a Femza, controladora do Oxxo no México, assuma integralmente a operação no Brasil ou busque um novo parceiro estratégico. No entanto, com as dificuldades enfrentadas pelo varejo físico e a concorrência com grandes redes, o futuro da marca no país ainda é incerto.

A Cosan ainda não divulgou oficialmente sua decisão, mas os rumores sobre a venda do Oxxo ganharam força nos últimos meses, indicando que a empresa busca reduzir seus prejuízos e focar em negócios mais rentáveis.

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Júnior Cardoso

Júnior Cardoso

Jornalista

Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte,…

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Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte, por três anos, de um programa da extinta TV Beira Rio. Estudou jornalismo na UNIMEP e assessoria de imprensa no SENAC. Fez estágio na Câmara de Vereadores e teve passagens por duas rádios de Piracicaba.

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