sexta-feira, março 20
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O SBT está estudando lançar ainda em 2025 uma nova emissora voltada exclusivamente para conteúdo jornalístico. A iniciativa será realizada em parceria com o empresário que detém os direitos da dupla Patati Patatá e envolve a transformação da atual TV Mais Família, um canal regional, em uma emissora nacional com foco em jornalismo 24 horas.

O projeto mira um modelo similar ao da Record News, que tem outorga em Araraquara (SP), mas é produzida nos estúdios da Record na capital paulista. A nova emissora de notícias do SBT seguiria a mesma lógica: transmissão aberta em algumas localidades do interior paulista e geração de conteúdo direto de São Paulo, aproveitando os estúdios e a estrutura já existente da emissora.

Uma nova tentativa no jornalismo 24 horas

Essa não é a primeira vez que o SBT ensaia entrar no segmento de canais jornalísticos. No final dos anos 1990, a emissora firmou uma parceria com a norte-americana CBS e criou o canal CBS Tele Notícias Brasil. Na ocasião, os telejornais da própria emissora, como o Jornal do SBT, passaram a ser produzidos diretamente de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Em troca, o SBT exibia nas madrugadas o conteúdo do canal CBS Tele Notícias, tentando popularizar a marca no Brasil. A iniciativa, no entanto, teve vida curta e foi descontinuada poucos anos depois.

Agora, com a ascensão dos canais de streaming e o aumento da demanda por conteúdo jornalístico em tempo real, a emissora de Silvio Santos — sob comando de Daniela Beyruti — quer resgatar o projeto com uma nova roupagem e estrutura mais adaptada ao consumo multiplataforma.

Presença nacional via cabo, app e interior

Embora os detalhes ainda estejam sob sigilo, a estratégia prevê que o novo canal seja disponibilizado em três frentes principais:

  • TV por assinatura, ocupando um canal nos principais pacotes de operadoras;

  • Streaming, dentro do recém-lançado SBT+, que integra produções próprias e acervo da emissora;

  • TV aberta, através da estrutura da Rede Mais Família, com concessões em cidades do interior de São Paulo, facilitando a capilaridade da marca e a comercialização regional.

O foco inicial da grade deve ser em notícias factuais, cobertura de última hora e programas de debate e análise. A intenção é ocupar um espaço entre a leveza editorial do SBT e o tom mais institucional de canais como a GloboNews e CNN Brasil.

Patati Patatá e o sócio invisível

A participação do empresário dono da marca Patati Patatá, que também está por trás da TV Mais Família, é uma curiosidade do projeto. Dono de uma rede de emissoras regionais voltadas para público infantil e familiar, ele se une ao SBT com o objetivo de ampliar sua atuação e entrar no segmento de hard news.

A união entre o tradicionalismo do SBT e a estrutura regional da Mais Família pode criar uma alternativa interessante no mercado, especialmente em regiões onde canais como BandNews e CNN Brasil não possuem sinal aberto ou estrutura local.

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Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte, por três anos, de um programa da extinta TV Beira Rio. Estudou jornalismo na UNIMEP e assessoria de imprensa no SENAC. Fez estágio na Câmara de Vereadores e teve passagens por duas rádios de Piracicaba.

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