
A deputada estadual por Piracicaba, professora Bebel (PT), divulgou nesta sexta-feira (22) os resultados de suas últimas agendas em Brasília (DF). A expectativa de parte da população era de que ela conseguisse convencer o Governo Federal a trocar parte das dívidas do Grupo Metodista pela terceira e última área a ser leiloada do campus Taquaral da Unimep. No entanto, publicamente, Bebel informou apenas que protocolou um novo pedido relacionado à abertura de cursinhos pré-vestibulares para preparar jovens piracicabanos para ingressarem em uma universidade federal.
Na última quinta-feira (21), o PIRANOT noticiou o início do processo de leilão da terceira parte do campus Taquaral. Duas áreas já haviam sido leiloadas anteriormente: a Fazendinha Unimep, no final de 2024, e a parte frontal do campus, que abrigava aulas de educação física, piscinas e ginásio. Essa última foi adquirida pelo Delta Max Supermercados, que pretende instalar no local um centro de distribuição e a sede administrativa da rede, fundada há quase 40 anos no bairro Cecap.
A primeira oferta para o leilão atual foi apresentada pela família Cançado e Lessa, proprietária da rede Drogal, por meio de uma holding imobiliária.
Com exclusividade, o PIRANOT já havia revelado os planos da Drogal para a área de quase 200 mil metros quadrados — cerca de 20 hectares — do campus Taquaral. Segundo informações obtidas, a intenção é desenvolver o espaço em etapas. A primeira seria a reativação do Teatro Unimep. Na segunda fase, a empresa pretende erguer um centro de distribuição. Em seguida, parte da estrutura seria transformada em um centro empresarial para abrigar companhias da região, incluindo setores administrativos da própria Drogal. Por fim, na última fase, haveria a criação de uma faculdade voltada à área da saúde, mediante autorização do MEC.
Apesar das expectativas em torno das agendas da deputada em Brasília, o governo federal não deve assumir o campus. A dificuldade não está apenas na compra da área, mas principalmente no lançamento de uma universidade federal em Piracicaba. Segundo informações apuradas, o Ministério da Fazenda não dispõe de recursos para custear a reforma, a administração e a manutenção de uma nova instituição, o que inviabiliza a proposta.






