A Vigilância Epidemiológica Municipal, vinculada à Secretaria de Saúde, confirmou nesta quinta-feira (28) o segundo caso de febre maculosa com evolução para óbito em Piracicaba em 2025. A vítima é uma paciente do sexo feminino, entre um e nove anos de idade, que faleceu em julho. A investigação do Local Provável de Infecção (LPI) será conduzida pela equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o primeiro óbito por febre maculosa na cidade neste ano foi confirmado em junho. Ainda segundo a Vigilância Epidemiológica, em 2023 foram registrados cinco casos da doença, com duas mortes, enquanto em 2024 não houve confirmação de casos.
As ações de orientação e prevenção são realizadas pela Secretaria de Saúde por meio do CCZ. A Prefeitura alerta para os riscos da doença, transmitida pelo carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii, que pode levar à morte.
A Secretaria de Saúde reforça que o período de maior incidência da febre maculosa ocorre entre junho e novembro. Em Piracicaba, o rio que corta a cidade exige atenção redobrada, pois atrai muitas pessoas às suas margens e também é habitat de capivaras, um dos principais hospedeiros do carrapato-estrela.
Entre as áreas de risco estão: as margens do rio Piracicaba, desde o bairro Monte Alegre até Ártemis; as margens do ribeirão Piracicamirim; a lagoa do Santa Rita; o Parque da Rua do Porto; e as margens do rio Corumbataí. Nesses locais, a Prefeitura mantém placas de alerta sobre a presença do carrapato.
A pasta da Saúde orienta que pessoas que residem ou frequentam áreas de risco fiquem atentas a sintomas como febre, dor no corpo, cansaço, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Ao procurar atendimento médico, é fundamental informar a possível exposição a áreas de transmissão para garantir o diagnóstico precoce e evitar o agravamento da doença. Em Piracicaba, toda a rede de saúde está preparada para atender casos suspeitos.
DIAGNÓSTICO – Diagnosticar precocemente a febre maculosa é muito difícil, principalmente nos primeiros dias da infecção, já que os primeiros sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, como leptospirose, dengue, hepatite viral, entre outras. Mas, o importante para o caso é o paciente informar que esteve em locais de mata, florestas, fazendas, trilhas ecológicas, onde possa ter sido picado por um carrapato.
TRATAMENTO – A febre maculosa tem cura desde que o tratamento com antibióticos específicos seja administrado nos primeiros dois ou três dias da infecção. O medicamento deve ser administrado assim que surgirem os primeiros sintomas, mesmo sem o diagnóstico confirmado, já que pode demorar.
Atraso no diagnóstico e, consequentemente, no início do tratamento pode provocar complicações graves, como o comprometimento do sistema nervoso central, dos rins, dos pulmões, das lesões vasculares e levar ao óbito.
ORIENTAÇÕES – Cabe salientar que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) conta com equipe de profissionais que dão apoio no trabalho de controle da doença por meio de trabalhos educativos nas escolas públicas e particulares da cidade, além de empresas. A solicitação da visita orientativa deve ser feita por meio do SIP 156 ou pelo telefone (19) 3427-2400.
Dicas de prevenção
Devem ser adotadas algumas medidas para evitar a doença, principalmente em locais com provável exposição a carrapatos:
– Use roupas claras, para ajudar a identificar o carrapato, uma vez que ele é escuro.
– Use calças, botas e blusas com mangas compridas ao caminhar em áreas arborizadas e gramadas.
– Evite andar em locais com grama ou vegetação alta.
– Verifique se você e seus animais de estimação estão com carrapatos;
– Se encontrar um carrapato aderido ao corpo, remova-o com uma pinça.
– Não aperte ou esmague o carrapato, mas puxe com cuidado e firmeza. Depois de remover o carrapato inteiro, lave a área da mordida com álcool ou sabão e água.
– Quanto mais rápido retirar os carrapatos do corpo, menor será o risco de contrair a doença. Após a utilização, coloque todas as peças de roupas em água fervente para a retirada dos carrapatos.






