
Após a confusão registrada na noite desta terça-feira (14) em frente à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba, o PIRANOT voltou ao local e buscou ouvir a delegada Dra. Olívia, responsável pelo inquérito que investiga o vereador afastado Cássio Luiz Barbosa (PL), preso desde a semana passada sob acusações de crimes sexuais.
Conforme informamos mais cedo e publicamos, no Instagram, a coletiva de imprensa na íntegra, os advogados do parlamentar — que está detido no presídio de Tremembé, na mesma ala onde cumpre pena o ex-jogador Robinho — afirmaram que teriam sido impedidos de entrar na delegacia, onde, segundo eles, estaria ocorrendo uma reunião com supostas vítimas do vereador. A defesa também alegou que tentou filmar a situação, mas teve um celular pessoal retirado das mãos. Os advogados ainda acusaram a delegada de reunir vítimas em grupo, o que, segundo eles, não é permitido pela legislação processual penal, devendo cada depoimento ocorrer de forma individual.
Diante das acusações, o PIRANOT encaminhou um pedido de nota oficial à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) para esclarecer o que de fato estava acontecendo dentro da DDM e se as práticas adotadas seguem o protocolo da Polícia Civil.
Enquanto aguarda a resposta, o repórter do PIRANOT subiu até o andar da delegacia onde fica a sala da delegada. Um policial civil repassou o pedido de resposta e informou que a Dra. Olívia foi comunicada parcialmente sobre as críticas da defesa. Segundo ele, a delegada preferiu não se pronunciar publicamente, mas afirmou: “minha resposta será com investigação”.
O caso vem ganhando grande repercussão em Piracicaba. Segunda-feira (13), a Justiça determinou o afastamento de Cássio do mandato parlamentar, enquanto ele segue preso preventivamente após audiência de custódia que manteve a detenção — mesmo ele sendo réu primário, com residência e emprego fixos.
O PIRANOT segue acompanhando o caso e voltará a qualquer momento com novas informações ou posicionamento oficial da SSP-SP.






