O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, voltou a comentar nesta terça-feira (28) as declarações polêmicas sobre o pedido negado de empréstimo de veículos e armamentos militares ao Exército Brasileiro. Em entrevista ao plantão local da Globo Rio, Castro confirmou que o Governo Federal passou a receber relatórios diretos sobre as operações de segurança no estado.
Segundo o governador, o contato com a União foi retomado ainda nesta noite, após o governo federal solicitar informações sobre a megaoperação policial que deixou ao menos 64 mortos em comunidades da zona norte da capital. “O Governo Federal pediu para ser informado de tudo. Vamos manter diálogo aberto, mas seguimos atuando com nossas próprias forças”, afirmou Castro.
A polêmica começou quando o governador disse que o Governo do Brasil havia se recusado a ajudar o Rio de Janeiro, negando o empréstimo de veículos de guerra e armamentos. O Ministério da Defesa respondeu que não poderia atender à solicitação, uma vez que o estado não se encontra sob GLO (Garantia da Lei e da Ordem) nem sob intervenção federal.
A declaração reacendeu o debate sobre a possibilidade de uma nova intervenção federal, como a ocorrida há oito anos, que havia reduzido os índices de criminalidade e estabilizado temporariamente a segurança pública. A operação de 2017 custou R$ 1,2 bilhão à União, valor pago por todos os estados brasileiros.
Castro afirmou ainda que, diante da recusa das Forças Armadas, decidiu agir de forma independente, com o apoio apenas da Polícia Civil e da Polícia Militar, sem solicitar a Força Nacional, formada por policiais de outros estados.
Atualmente, o nível de gravidade da segurança pública no Rio foi elevado para estágio 2 de 4, segundo avaliação interna do governo estadual.