Um caso complexo envolvendo um pai preso há dois anos e um homem acusado de abusar de uma criança (filha do preso) tem gerado repercussão e questionamentos sobre a condução das investigações.
De acordo com a defesa, o pai teria reagido a uma situação de ameaça armada após meses de perseguições e intimidações dirigidas à filha e à família, no dia 31 de dezembro de 2023, quando o agressor parou na frente da casa do pai da criança e ficou encarando-o por muito tempo, com carro insulfilmado, e com os pés para fora do carro.
Ainda segundo a defesa, em dado momento, arrancou em direção ao pai da criança e sacou de uma arma simulacro (réplica perfeita) e apontou contra ele. O pai estava armado e efetuou cinco disparos contra o agressor, mas não o matou. A defesa salienta que o pai se apresentou espontaneamente na delegacia e prestou depoimento, mesmo assim teve a prisão preventiva decretada, e atualmente está no CDP de Piracicaba.
Segundo informações apresentadas pelos advogados, o agressor convidava a menina para ir com ele em uma cachoeira para fazerem um pacto de sangue, além de ter ser visto por educadores rondando a escola da menina.
O inquérito referente ao abuso demorou meses para ser instaurado e só avançou após uma denúncia formal encaminhada à Corregedoria. A defesa também afirma que o acusado de abuso possuía em seu veículo materiais de apologia ao nazismo e armas de uso não letal.
O caso segue sob sigilo judicial, e as autoridades competentes ainda analisam os fatos e as circunstâncias de ambos os episódios.






