quinta-feira, março 5

A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), em ação conjunta com a Polícia Civil, deflagrou uma operação de fiscalização que resultou na suspensão da Inscrição Estadual de três empresas em Santa Bárbara d’Oeste. As companhias são investigadas por envolvimento em um esquema de fabricação e comércio ilegal de armas de fogo, além da suspeita de simulação de operações comerciais. A medida representa um duro golpe contra práticas ilícitas que afetam tanto a ordem fiscal quanto a segurança pública, evidenciando a atuação integrada do Estado no combate a fraudes e crimes de maior gravidade.

Ação integrada e identificação do esquema

A operação foi realizada na manhã de quinta-feira (18) e teve como base um trabalho prévio de inteligência conduzido por Auditores Fiscais da Delegacia Tributária de Campinas (DT-5), da Sefaz-SP, em conjunto com policiais civis da Delegacia Seccional de Americana (DEINTER-9). As equipes se dirigiram a um endereço em Santa Bárbara d’Oeste onde funcionaria uma das empresas investigadas, local que, apesar de aparentar normalidade, ocultava indícios de um esquema clandestino.

Segundo as investigações, a empresa declarava como atividade principal o comércio atacadista de máquinas e equipamentos, além de indicar, como atividade secundária, a pesquisa e o desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais. No entanto, levantamentos fiscais e policiais já apontavam inconsistências entre as informações declaradas e a realidade operacional, levantando suspeitas sobre a verdadeira finalidade do empreendimento.

Durante a apuração, os agentes constataram que outras duas empresas também estavam registradas no mesmo endereço, fator que reforçou a hipótese de simulação de atividades comerciais. A concentração de registros em um único local, sem compatibilidade com as operações declaradas, indicou o uso de estruturas empresariais de fachada para acobertar práticas ilegais.

Irregularidades constatadas e medidas adotadas

A fiscalização presencial confirmou a inexistência de atividades econômicas regulares compatíveis com os cadastros das três empresas. Na prática, ficou evidenciado que as operações declaradas ao fisco não eram efetivamente realizadas, caracterizando a simulação de negócios — prática comumente associada à fraude fiscal, à lavagem de dinheiro e, neste caso, à ocultação de atividades criminosas mais graves, como a fabricação e o comércio clandestino de armamentos.

Diante das irregularidades, a Sefaz-SP determinou a suspensão imediata das Inscrições Estaduais das empresas envolvidas. A medida impede a emissão e o recebimento de documentos fiscais, inviabilizando legalmente a continuidade das atividades e interrompendo o fluxo formal de operações e recursos financeiros.

A suspensão, além de punitiva, tem caráter preventivo, ao impedir que estruturas empresariais sejam utilizadas para dar aparência de legalidade a práticas ilícitas. Com isso, o Estado protege o erário, combate a concorrência desleal e atua diretamente na contenção de atividades que representam riscos à segurança pública.

Fiscalização permanente e proteção à sociedade

A operação em Santa Bárbara d’Oeste reforça a estratégia da Sefaz-SP de atuar de forma integrada com as forças de segurança no enfrentamento à fraude fiscal e a crimes que extrapolam a esfera econômica. A fabricação e o comércio ilegal de armas representam uma ameaça direta à sociedade, ao abastecer redes criminosas e ampliar a violência.

Segundo a Secretaria da Fazenda, ações como essa fazem parte de um trabalho contínuo de fiscalização e inteligência, voltado a desarticular organizações que utilizam empresas de fachada para fins ilícitos. O objetivo é preservar a integridade do ambiente de negócios, garantir a arrecadação de tributos e contribuir para a segurança da população.

A atuação conjunta da Sefaz-SP e da Polícia Civil envia um recado claro: o uso de empresas como instrumento para atividades ilegais será rigorosamente combatido, com aplicação de sanções administrativas e criminais. Além de proteger os cofres públicos, esse tipo de operação tem impacto direto na redução da criminalidade, ao dificultar o acesso do crime organizado a armamentos e outras estruturas clandestinas.

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