O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, voltou à custódia das autoridades brasileiras após ser preso no Paraguai, encerrando uma breve, porém intensa, fuga internacional. Ele foi detido na última sexta-feira, 26 de janeiro, ao tentar embarcar em um voo com destino a El Salvador utilizando um passaporte falso.
A captura foi resultado de uma operação conjunta entre as polícias do Paraguai e do Brasil. Após a prisão em território paraguaio, Vasques foi oficialmente entregue à Polícia Federal na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Ciudad del Este, em uma ação coordenada entre os dois países.
A prisão ocorre dias depois de a Justiça constatar que Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu da prisão domiciliar durante o feriado de Natal. Condenado a 24 anos e seis meses de prisão por envolvimento em atos antidemocráticos, ele estava autorizado a cumprir a pena em casa, sob monitoramento eletrônico.
Segundo a investigação, o sinal do equipamento foi interrompido na madrugada do dia 25 de dezembro. Ao comparecerem ao endereço do ex-diretor, em São José (SC), agentes da Polícia Federal confirmaram sua ausência. Imagens de câmeras de segurança mostraram Vasques deixando o apartamento com malas, acompanhado de um cachorro, o que indicou uma fuga planejada.
Diante dos fatos, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva do ex-diretor da PRF. Agora, além de cumprir a condenação já imposta, Silvinei Vasques poderá responder por novos crimes, como fuga, rompimento de monitoramento eletrônico e uso de documento falso, o que pode agravar ainda mais sua situação jurídica.






