
A votação do projeto que prevê o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) foi marcada por protestos na manhã e no início da tarde desta segunda-feira (29), em frente à Câmara de Vereadores de Piracicaba.
A proposta, encaminhada pelo Executivo, trata de mudanças na aplicação e nos valores das alíquotas do IPTU, do ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis) e do ISS (Imposto Sobre Serviços). O projeto está sendo analisado em sessão extraordinária, que ainda não havia sido concluída até a última atualização.
Do lado de fora, a população protestava com buzinas e megafone. Um dos populares relatou ao PIRANOT que a mudança prejudicará o trabalhador piracicabano que paga até um salário mínimo. ” O trabalhador que paga até R$ 1000, e tem situações que podem chegar a um aumento de 600%, é um absurdo. É o que está escrito na tabela”, contou.
Durante a sessão, foi apresentada uma emenda ao texto, o que levou à suspensão temporária da votação. Agora, as comissões permanentes da Câmara irão analisar as sugestões antes que o projeto de lei retorne ao plenário para deliberação. O pedido para a realização das sessões extraordinárias foi encaminhado pela Prefeitura de Piracicaba no dia 23 de dezembro.
Segundo o texto do projeto, está previsto um aumento médio de 21,5% no valor do IPTU a partir de 2026, com aplicação de forma gradual ao longo de três anos. A falta de tempo hábil para a análise detalhada da proposta foi um dos principais pontos criticados por alguns vereadores durante os debates.
Vale lembrar que uma sessão extraordinária já havia sido convocada no dia 15 de dezembro, mas acabou sendo adiada por falta de quórum.
A Guarda Civil Municipal acompanha a movimentação e realiza a segurança no entorno da Câmara. Até o momento, não houve registro de ocorrências.









