O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica na tarde desta quinta-feira (1º) e deixou o Hospital DF Star, na Asa Sul de Brasília, após permanecer internado por oito dias. Em seguida, ele foi reconduzido à Superintendência da Polícia Federal na capital federal, onde cumpre pena desde novembro do ano passado, após condenação por crimes relacionados à tentativa de subversão da ordem democrática.
A saída do hospital ocorreu por volta das 18h40, sob forte esquema de segurança. Um comboio formado por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal e veículos descaracterizados realizou o deslocamento até a sede da Polícia Federal. A operação transcorreu sem intercorrências e foi acompanhada de perto pelas forças de segurança, em razão da condição jurídica e do histórico recente de saúde do ex-presidente.
Bolsonaro estava internado desde 24 de janeiro para a realização de uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral. No período pós-operatório, a equipe médica também investigou queixas gastrointestinais, incluindo uma crise persistente de soluços. Exames apontaram esofagite e gastrite, condições que passaram a ser tratadas durante a internação.
Com a evolução positiva do quadro clínico e a estabilização do estado de saúde, os médicos autorizaram a alta hospitalar. Segundo a equipe responsável, Bolsonaro apresentou recuperação satisfatória e condições clínicas adequadas para retomar o cumprimento da pena sob custódia da Polícia Federal, com acompanhamento médico garantido.
Ainda na manhã desta quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou um pedido da defesa para a concessão de prisão domiciliar por motivos humanitários. Na decisão, o magistrado afirmou que não houve apresentação de fatos novos que justificassem a alteração do regime de custódia, destacando que o local onde o ex-presidente está detido oferece condições para o acompanhamento médico necessário.
O retorno à Superintendência da Polícia Federal mantém o curso normal do cumprimento da pena, enquanto a situação de saúde de Jair Bolsonaro segue sob monitoramento, conforme previsto pelas autoridades judiciais.






