Uma pesquisa realizada em dezembro revelou diferenças expressivas nos preços de itens básicos do material escolar em São Paulo, tanto na capital quanto no interior do estado. Um dos exemplos mais emblemáticos mostra que uma caneta esferográfica da mesma marca pode custar R$ 1,30 em uma papelaria da zona norte da capital e chegar a R$ 4,90 em um estabelecimento da região central. A diferença de R$ 3,60 representa uma variação de 276%, impacto que, ao ser replicado em uma lista completa de materiais, pode pesar significativamente no orçamento das famílias.
As disparidades não se restringem à capital paulista. Em cidades do interior, o levantamento identificou oscilações semelhantes. Em Presidente Prudente, um marca-texto foi encontrado com preços entre R$ 1,95 e R$ 4,20. Já em Ribeirão Preto, um apontador apresentou variação de até 196%, sendo vendido por valores que vão de R$ 3,20 a R$ 9,50. Os dados mostram que a necessidade de pesquisa é uma realidade em todo o estado, independentemente do porte do município.
Especialistas apontam que essas diferenças de preços podem estar relacionadas a fatores como custos operacionais, localização dos estabelecimentos, despesas com aluguel, logística, estratégias comerciais e acordos com fornecedores. Lojas situadas em regiões de maior movimento ou com custos fixos mais elevados tendem a repassar esses gastos ao consumidor final. Além disso, a concorrência local e a demanda por determinados produtos também influenciam diretamente na formação dos preços.
Diante desse cenário, a principal orientação aos consumidores é pesquisar antes de comprar. Comparar valores entre diferentes papelarias pode resultar em economia significativa, já que pequenas diferenças unitárias se acumulam ao longo da lista escolar. Outra recomendação importante é o reaproveitamento de materiais do ano anterior, como cadernos com folhas em branco, estojos, réguas, tesouras e lápis ainda em condições de uso.
Compras coletivas também surgem como alternativa para reduzir gastos, permitindo a negociação de descontos por volume. Além disso, vale questionar sobre abatimentos para pagamentos à vista ou via Pix. Por fim, especialistas alertam para a importância de avaliar o custo-benefício: nem sempre o item mais barato é a melhor escolha, especialmente se tiver baixa durabilidade.
O levantamento analisou 134 produtos, entre eles cadernos, canetas, colas, lápis, papel sulfite e tesouras. Na capital, os preços foram coletados em nove estabelecimentos distribuídos por diferentes regiões. No interior, a pesquisa abrangeu cidades como Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba e a Baixada Santista. Os dados reforçam que planejamento e informação são essenciais para enfrentar os custos da volta às aulas e preservar o equilíbrio do orçamento familiar.






