
O Instituto Inhotim se consolidou como um dos mais relevantes projetos culturais do Brasil ao unir arte contemporânea, arquitetura e natureza em um mesmo espaço. Localizado em Brumadinho, Minas Gerais, o complexo reúne mais de 500 obras distribuídas em 24 galerias integradas a um extenso jardim botânico. A dimensão do espaço e a diversidade do acervo fazem com que uma única visita raramente seja suficiente para explorar todas as exposições, trilhas e instalações, transformando cada retorno em uma nova experiência de descoberta.
Em 2026, o Inhotim completa 20 anos de abertura ao público e prepara uma programação especial para marcar a data. As exposições previstas terão como eixo a identidade afro-amazônica, ampliando o debate sobre diversidade cultural e ancestralidade no Brasil. O projeto inclui obras de artistas como Dalton Paula, Davi de Jesus do Nascimento e Paulo Nazareth, além da participação de 22 artistas indígenas sul-americanos. Essas incorporações dialogam com o acervo permanente, que já conta com nomes internacionais como Yayoi Kusama e referências brasileiras como Hélio Oiticica, reforçando o caráter plural do instituto.
O reconhecimento do Inhotim também funciona como um convite para conhecer outras atrações de Minas Gerais. A cerca de 55 quilômetros de distância, Belo Horizonte se destaca pela cena gastronômica e pela vida cultural intensa. A região ainda oferece opções de contato com a natureza, como o Parque Nacional da Serra do Cipó, e roteiros históricos marcados pelo barroco mineiro, presentes em diversas cidades do estado. A combinação entre arte, paisagens naturais e patrimônio histórico amplia a experiência de quem visita o museu a céu aberto.
A presença do Inhotim em listas internacionais de destinos para 2026 reforça a visibilidade do Brasil no turismo global. Em anos anteriores, locais como Brasília, Manaus e os Lençóis Maranhenses também foram reconhecidos, evidenciando a diversidade cultural e ambiental do país. A escolha do instituto mineiro ganha ainda mais relevância após a ausência de destinos brasileiros na edição anterior, reposicionando o Brasil no mapa das viagens culturais.
No cenário internacional, a lista de 2026 também destaca eventos e cidades que celebram história, cultura e renovação urbana. A chamada “América Revolucionária” lidera o ranking com comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, concentradas em cidades como Filadélfia e Washington. Varsóvia aparece em seguida, impulsionada por novos espaços culturais e pela requalificação urbana, enquanto Bangcoc é lembrada por iniciativas de ampliação de áreas verdes e sustentabilidade.
Nesse contexto, o destaque do Inhotim simboliza mais do que um reconhecimento isolado. O instituto se firma como referência global ao oferecer uma experiência que conecta arte contemporânea, preservação ambiental e reflexão cultural, projetando Minas Gerais e o Brasil como destinos essenciais para quem busca viagens marcadas por significado e diversidade.






