Uma intensa onda de frio acompanhada de neve e ventos fortes atinge grande parte da Europa e causa transtornos generalizados, especialmente nos sistemas de transporte aéreo e terrestre. Centenas de voos foram cancelados, linhas ferroviárias sofreram interrupções e rodovias registraram longos congestionamentos. Milhares de passageiros enfrentam atrasos, pernoites forçados em aeroportos e dificuldades para seguir viagem. Autoridades de diversos países emitiram alertas e recomendaram evitar deslocamentos não essenciais, além de incentivar o trabalho remoto enquanto equipes de emergência atuam para reduzir os impactos do fenômeno, que já se estende por vários dias.
Na Holanda, a situação é considerada uma das mais críticas. O aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, um dos mais movimentados da Europa, teve cerca de 800 voos cancelados em um único dia, no sexto dia consecutivo de fortes restrições. Mais de mil passageiros passaram a noite no terminal, diante da impossibilidade de embarque. O sistema ferroviário holandês orientou a população a adiar viagens sempre que possível, e as estradas do país somaram mais de 700 quilômetros de congestionamentos nas primeiras horas da manhã, agravados pela baixa visibilidade e pelo acúmulo de neve. Diante do cenário, autoridades reforçaram o pedido para que trabalhadores adotem o regime de home office.
A Bélgica e a França também registraram impactos relevantes. No aeroporto de Bruxelas, dezenas de voos foram cancelados e outros operaram com atrasos, enquanto trens ficaram retidos na fronteira com a Holanda. Em Paris, a neve provocou o cancelamento de centenas de voos e a suspensão total do serviço de ônibus na capital. A Meteo France emitiu alerta laranja para grande parte do país e determinou a proibição da circulação de caminhões e ônibus escolares em cerca de um terço dos departamentos, principalmente no norte. A autoridade de aviação civil francesa ordenou ainda a redução de voos nos aeroportos Charles de Gaulle e Orly.
As previsões indicam que o episódio de frio intenso deve continuar nos próximos dias e pode avançar para outras regiões do continente, incluindo o sul do Reino Unido. Além dos transtornos imediatos, a situação expõe a vulnerabilidade da infraestrutura europeia diante de eventos climáticos extremos, que se tornam cada vez mais frequentes. Enquanto a normalização não ocorre, a Europa permanece em alerta, lidando com impactos sociais, econômicos e logísticos provocados pela força do inverno.






