Os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone na noite de quarta-feira (07), em um gesto que sinaliza distensão após meses de declarações hostis e ameaças que elevaram a tensão diplomática entre os dois países. O contato foi o primeiro diálogo direto entre os líderes após acusações públicas feitas pelo ex-presidente norte-americano contra o governo colombiano.
As tensões começaram quando Trump associou a Colômbia à produção de cocaína destinada aos Estados Unidos e chegou a sugerir, em declarações à imprensa, a possibilidade de uma invasão ao país. As falas foram duramente criticadas por autoridades colombianas e repercutiram negativamente na América Latina. Petro respondeu às declarações classificando-as como ofensivas à soberania nacional e à dignidade do Estado colombiano.
Segundo o presidente colombiano, a conversa abordou as diferentes visões sobre a relação dos Estados Unidos com a América Latina, além do combate ao narcotráfico e do modelo de desenvolvimento econômico da região. Petro afirmou que defendeu a transição energética e apresentou a proposta de ampliar investimentos em fontes de energia limpa, como alternativa à dependência de combustíveis fósseis.
Trump, de acordo com o relato de Petro, destacou a preocupação com a política antidrogas e outros pontos de divergência entre os dois governos. Apesar das diferenças, ambos demonstraram disposição para manter o diálogo. O presidente colombiano agradeceu o contato e afirmou que há conversas iniciais sobre a possibilidade de um encontro presencial.
O telefonema ocorre em um contexto de redefinição das relações entre os Estados Unidos e países latino-americanos e pode indicar a reabertura de canais diplomáticos, ainda que as divergências políticas e estratégicas permaneçam.






