A Meta anunciou dois acordos estratégicos para apoiar e expandir a geração de energia nuclear nos Estados Unidos, em uma iniciativa voltada a garantir fornecimento elétrico confiável, escalável e de baixo carbono para suas operações. As parcerias foram firmadas com a Oklo Inc., desenvolvedora de reatores nucleares avançados, e com a Vistra Corp., uma das maiores empresas de geração de energia do país.
A decisão reflete o crescimento acelerado da demanda energética da Meta, impulsionada pela expansão de centros de dados e pelo avanço da inteligência artificial. Diante da necessidade de conciliar aumento de consumo com metas ambientais, a empresa vê a energia nuclear como uma alternativa capaz de oferecer eletricidade contínua, sem emissões diretas de carbono e independente de condições climáticas.
O acordo com a Oklo sinaliza uma aposta da Meta em tecnologias nucleares de nova geração. A empresa desenvolve microrreatores e usinas modulares de fissão, projetados para ocupar menos espaço, operar com maior eficiência e apresentar padrões de segurança aprimorados em relação às usinas tradicionais. A parceria pode envolver tanto a compra futura de energia quanto investimentos para acelerar o desenvolvimento dessas tecnologias.
Já o entendimento com a Vistra permite à Meta acessar energia limpa a partir de usinas nucleares já em operação, integradas à rede elétrica norte-americana. A Vistra é responsável por ativos de grande porte, como a usina nuclear de Comanche Peak, no Texas, e o acordo contribui para que a Meta avance no cumprimento de suas metas de sustentabilidade em larga escala, com fornecimento imediato e estável.
Os movimentos da Meta reforçam uma tendência mais ampla de revalorização da energia nuclear no setor tecnológico. Grandes empresas passaram a considerar essa fonte como peça-chave na transição energética, especialmente diante da necessidade de eletricidade constante para operações digitais críticas. A entrada de uma gigante do setor de tecnologia nesse mercado fortalece o debate sobre o papel da energia nuclear na descarbonização da economia.
Além de impactar o setor energético, a estratégia pode influenciar a localização e o modelo dos futuros centros de dados da Meta, que tendem a buscar proximidade com fontes nucleares ou soluções modulares dedicadas. Com isso, a empresa busca garantir resiliência operacional, reduzir a dependência da rede elétrica em momentos de pico e consolidar um modelo de crescimento alinhado às metas climáticas globais.






