Um homem foi contido e algemado pela Polícia Militar após provocar danos em um quarto de motel localizado no bairro Vila Industrial, em Piracicaba (SP). A ocorrência foi registrada na noite de domingo (12) e resultou na elaboração de boletim de ocorrência por dano e desobediência, conforme os artigos 163 e 330 do Código Penal.
De acordo com o boletim da Polícia Civil, policiais militares realizavam patrulhamento de rotina quando foram acionados para atender a uma ocorrência em um motel. No local, havia a informação de que um cliente estaria em surto psicótico, destruindo o quarto onde estava hospedado.
Os policiais fizeram contato com o homem, que se encontrava trancado dentro do aposento e bastante alterado. Segundo o registro, ele se recusava a abrir a porta e chegou a afirmar que, caso os policiais entrassem, iria “matar todo mundo”.
Após alguns minutos de negociação, o indivíduo abriu a porta portando parte da tampa da caixa acoplada de um vaso sanitário. Mesmo após ordens para que dispensasse o objeto, ele avançou em direção à equipe policial, fazendo menção de agressão. Diante da ameaça iminente, os policiais efetuaram dois disparos de taser, sendo um deles eficaz, o que permitiu a contenção do agressor.
Ainda conforme o BO, foi constatado que o quarto havia sido quase totalmente destruído. Durante a ação, o autor acabou se lesionando ao danificar a mobília, motivo pelo qual o Samu foi acionado. Ele foi encaminhado à UPA Vila Sônia, onde recebeu atendimento médico, foi medicado e posteriormente liberado.
Em depoimento, o homem afirmou que estava hospedado no motel desde a última sexta-feira e que, após consumir bebidas alcoólicas e fazer uso de cocaína, teve um surto psicótico, acreditando estar sendo perseguido, o que teria motivado a destruição do quarto.
A perícia esteve no local e o proprietário do motel foi orientado quanto ao prazo legal de seis meses para oferecer queixa-crime, caso deseje representar criminalmente pelo crime de dano. Por enquanto, a Polícia Civil informou que o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) não foi lavrado, em razão da necessidade de diligências complementares, como coleta de imagens de câmeras e oitiva de testemunhas.
O caso foi registrado no plantão da Delegacia Seccional de Piracicaba e segue em apuração.






