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Sanções dos EUA e o colapso econômico da Venezuela: uma análise

Reportagem da Agência Brasil by Reportagem da Agência Brasil
18 de janeiro de 2026
in Notícias
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A Venezuela, nação sul-americana detentora das maiores reservas de petróleo do planeta, tem sido o epicentro de uma complexa crise política e socioeconômica, intensificada ao longo dos anos por uma série de fatores internos e externos. Entre as variáveis mais debatidas e impactantes, destacam-se as Medidas Coercitivas Unilaterais, popularmente conhecidas como sanções econômicas, impostas pelo governo dos Estados Unidos. Essas ações, frequentemente empregadas como ferramenta de política externa para pressionar ou induzir mudanças de regime, têm gerado um cenário de profunda recessão e instabilidade. A compreensão do alcance e das consequências dessas sanções exige uma análise detalhada de seus mecanismos, seu impacto sobre a economia venezuelana e as condições de vida da população, bem como a avaliação das diferentes perspectivas sobre a responsabilidade pela crise que assola o país.

O Cerco Econômico e suas Mecanismos

A Estratégia das Sanções Unilaterais

O uso de cercos econômicos prolongados tem se consolidado como uma arma estratégica na política externa de potências globais, visando influenciar ou derrubar governos que divergem de seus interesses. A Venezuela, ao lado de outras nações como o Irã, exemplifica essa tática. A premissa central dessas medidas, segundo análises de especialistas, é “asfixiar experiências políticas que fogem ao controle dos países imperialistas”, buscando catalisar uma onda de descontentamento social que, por sua vez, possa levar a uma mudança de regime. No caso venezuelano, os Estados Unidos justificam tais imposições sob o argumento de proteção dos direitos humanos, defesa da democracia e combate ao narcotráfico, embora os impactos humanitários das sanções sejam amplamente questionados por organismos internacionais e acadêmicos.

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Mecanismos de Bloqueio Financeiro e Comercial

As sanções econômicas contra a Venezuela adotaram diversas formas, impactando severamente sua capacidade de operar no mercado global. O bloqueio financeiro e comercial resultou em várias restrições críticas. Primeiramente, obstruiu o financiamento da vital indústria petroleira, principal motor da economia do país. Em segundo lugar, impôs severas limitações para o refinanciamento da dívida externa venezuelana, tornando quase impossível para o governo renegociar seus compromissos financeiros. Adicionalmente, as transações monetárias no mercado mundial foram dificultadas, levando instituições financeiras de outras nações a se distanciarem do risco de lidar com entidades venezuelanas para evitar as chamadas “sanções secundárias”. Essas sanções secundárias punem empresas de terceiros países que mantêm negócios com a Venezuela, criando um ambiente de aversão ao risco generalizado.

Um dos pilares mais visíveis dessas medidas foi o congelamento de ativos venezuelanos no exterior. Em casos notórios, esses ativos foram transferidos para o controle da oposição política. Portugal e o Reino Unido, por exemplo, seguiram Washington ao adotar medidas semelhantes. O Banco Central da Inglaterra, em particular, confiscou 31 toneladas de ouro da Venezuela, avaliadas em aproximadamente 1,2 bilhão de dólares, um duro golpe nas reservas monetárias do país. Outro ponto crítico foi a proibição do pagamento de dividendos ao governo venezuelano provenientes da Citgo, a principal filial da estatal petroleira PdVSA nos Estados Unidos. A Citgo, avaliada em bilhões, foi posteriormente liquidada pela justiça norte-americana, em uma decisão classificada por Caracas como um “roubo”, para servir de ativo a credores internacionais da Venezuela, privando o país de uma fonte crucial de receita e acesso ao mercado de refino.

Impactos e o Colapso Socioeconômico

Recessão Aprofundada e o Êxodo Migratório

A crise econômica venezuelana atingiu proporções alarmantes, com uma recessão que se estendeu de 2013 a 2022, consumindo cerca de 75% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Essa retração drástica impulsionou a imigração de mais de 7,5 milhões de pessoas, representando aproximadamente 20% da população total do país, em um dos maiores êxodos da história recente das Américas. A complexidade dessa situação levou a um debate acalorado entre especialistas sobre a principal responsabilidade pelo colapso: se a gestão dos governos chavistas ou o peso das sanções dos Estados Unidos.

Cronologia e a Contribuição das Sanções

A recessão na Venezuela teve seu início no segundo semestre de 2014, coincidindo com uma drástica queda nos preços internacionais do petróleo. No entanto, as primeiras sanções abrangentes dos EUA foram implementadas em agosto de 2017, durante o primeiro mandato de Donald Trump, restringindo significativamente o acesso da Venezuela ao mercado financeiro norte-americano. Posteriormente, entre 2018 e 2020, novas rodadas de sanções foram aplicadas, visando os comércios de ouro, minérios, petróleo e diesel, além da imposição de sanções secundárias a empresas de outros países que negociavam com Caracas.

Apesar de reconhecer a contribuição da gestão interna para a recessão inicial, muitos economistas, incluindo críticos dos governos chavistas, apontam que o embargo econômico desempenhou um papel preponderante no aprofundamento da crise. Evidências apresentadas por pesquisas sugerem que as sanções foram um dos principais fatores que contribuíram para o colapso econômico observado desde 2012, impactando diretamente os padrões de vida da população. A interrupção das receitas do petróleo, que financiam as importações de outros setores essenciais, teve um efeito cascata. Estimativas indicam que a reimposição de sanções de pressão máxima poderia levar a uma emigração adicional de 1 milhão de venezuelanos nos próximos cinco anos, evidenciando o vínculo direto entre as sanções e os fluxos migratórios.

Colapso da Indústria Petroleira e Hiperinflação

A crise venezuelana é inseparável do declínio de sua indústria petroleira. Mais de 95% das receitas de exportação do país dependem do petróleo, tornando a economia extremamente vulnerável às flutuações de preços. A queda de quase 70% no preço do barril em 2014 foi um fator inicial crucial para a retração do PIB e o início do desabastecimento. Contudo, as sanções agravaram dramaticamente esse quadro. As medidas diretas dificultaram as importações de bens essenciais e componentes para a indústria, enquanto as sanções indiretas desestimularam outros países e empresas a realizar negócios com a Venezuela, isolando-a financeiramente.

O setor petrolífero, que já experimentava uma retração de 11,5% em 2017, viu esse índice disparar para 30,1% em 2018, o primeiro ano após a imposição do bloqueio financeiro. Essa diferença representou uma perda estimada em 8,4 bilhões de dólares em divisas, vitais para a manutenção das importações do país. Essa perda bilionária de divisas e receitas, em decorrência do bloqueio, foi um catalisador fundamental para a transição da economia venezuelana de uma inflação alta, em 2017, para a hiperinflação que se consolidou oficialmente em dezembro daquele ano. A situação se deteriorou ainda mais a partir de 2019, com o bloqueio das reservas em ouro e a proibição da Venezuela de acessar seu principal mercado consumidor de petróleo, os Estados Unidos. Cálculos da época previram que a proibição do comércio de petróleo resultaria na perda de mais de 11 bilhões de dólares em receitas de exportação em 2020.

Como prova do peso das sanções, a economia venezuelana começou a apresentar sinais de recuperação a partir de 2022, sob o governo de Joe Biden, quando algumas medidas restritivas foram relaxadas. Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) indicam um crescimento do PIB venezuelano de 8,5% em 2024 e uma projeção de 6,5% para 2025, evidenciando a sensibilidade da economia às políticas de sanção.

A Justificativa e a Realidade das Sanções: Um Contexto Conclusivo

As sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos contra a Venezuela são oficialmente justificadas pela necessidade de pressionar Caracas a inibir violações de direitos humanos, restaurar a democracia no país e combater o narcotráfico internacional. A base legal para o atual bloqueio foi estabelecida em dezembro de 2014, durante o governo democrata de Barack Obama, um mês após o início de intensos protestos anti-Maduro. Em março de 2015, Obama emitiu a Ordem Executiva 1.692, declarando uma “emergência nacional” nos Estados Unidos, sob a premissa de que a Venezuela representava uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança norte-americana, autorizando formalmente a imposição de sanções econômicas.

No entanto, a realidade dos impactos dessas medidas, conforme analisado por diversos estudos e especialistas, levanta sérios questionamentos sobre sua eficácia em alcançar os objetivos declarados, ao mesmo tempo em que impõe um custo humanitário significativo. Enquanto questões de governança interna e a dependência excessiva do petróleo contribuíram para a vulnerabilidade econômica da Venezuela, o volume e a severidade das sanções, especialmente a partir de 2017, são amplamente reconhecidos como fatores que aprofundaram exponencialmente a crise. A interrupção do financiamento, o bloqueio de ativos, as restrições ao comércio de petróleo e a subsequente hiperinflação não apenas impactaram a capacidade do governo de Maduro, mas também e, crucialmente, deterioraram as condições de vida da população, impulsionando a maior crise migratória da região. A recuperação econômica observada com o relaxamento parcial das sanções reforça a tese de que, embora não seja o único fator, o cerco econômico teve um papel central no colapso, moldando profundamente o destino da Venezuela e de sua gente.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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