O governo do Reino Unido abriu uma consulta pública para avaliar a possibilidade de proibir o uso de redes sociais por crianças, em resposta à crescente preocupação de pais, educadores e especialistas em saúde mental. A iniciativa analisa evidências internacionais e discute a viabilidade de restrições etárias mais rígidas, diante de estudos que associam o uso excessivo das plataformas a quadros de ansiedade, depressão, problemas de autoimagem e cyberbullying entre jovens.
Além de uma eventual proibição, a consulta também examina medidas complementares, como a revisão do uso de celulares em escolas e mecanismos mais eficazes de verificação de idade. O objetivo é criar um ambiente digital mais seguro e equilibrado, reduzindo impactos negativos no aprendizado e no bem-estar infantil. O governo reconhece, porém, os desafios técnicos e sociais para fiscalizar essas restrições e garantir sua aplicação prática.
O debate britânico se inspira em experiências internacionais, especialmente na Austrália, que recentemente proibiu o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. Autoridades do Reino Unido devem visitar o país para entender os obstáculos e resultados iniciais da medida, considerada um marco na responsabilização das empresas de tecnologia. A expectativa é que o intercâmbio ajude a embasar uma eventual legislação britânica.
A discussão levanta questões sensíveis sobre liberdade de expressão, autonomia familiar e o papel do Estado na proteção de crianças no ambiente digital. O resultado da consulta pode influenciar políticas semelhantes em outros países e sinaliza uma mudança mais ampla na forma como governos enfrentam os riscos das redes sociais para o público jovem.






