A Operação Narco Azimut, deflagrada pela Polícia Federal, mirou uma organização criminosa com atuação interestadual e forte estrutura financeira. A ação cumpriu mandados de busca, apreensão e prisões temporárias de forma simultânea em cidades de São Paulo — Santos, Ferraz de Vasconcelos, São Bernardo do Campo e São José dos Campos — além de Goiânia (GO) e Armação de Búzios (RJ). A execução coordenada teve como objetivo impedir a fuga de suspeitos e a destruição de provas, evidenciando a complexidade e a capilaridade do grupo investigado.
As apurações revelaram um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro, que envolvia transações bancárias tradicionais, uso de dinheiro em espécie e movimentações por meio de criptoativos. Segundo a PF, a organização utilizava moedas digitais para ocultar e dissimular valores no Brasil e no exterior, dificultando o rastreamento dos recursos. Ao todo, o grupo teria movimentado cerca de R$ 39 milhões, resultado de atividades ilícitas reinseridas na economia formal por meio de engenharia financeira avançada.
Por determinação judicial, foram adotadas medidas cautelares como bloqueio e apreensão de bens, proibição de movimentações empresariais e restrição à transferência de patrimônio dos investigados. Os suspeitos poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A operação reforça o combate ao crime financeiro e demonstra a adaptação das autoridades ao uso de novas tecnologias por organizações criminosas.






