O reforço nas operações de combate à alcoolemia em São Paulo é resultado de uma estratégia de integração entre o Detran-SP, a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana. Segundo o diretor de Fiscalização de Trânsito do Detran-SP, Anderson Poddis, o avanço é fruto de um planejamento que prioriza o uso conjunto das estruturas já existentes, ampliando o alcance das fiscalizações e tornando a presença das autoridades mais constante nas vias. A percepção de que a fiscalização é frequente tem efeito direto na mudança de comportamento dos motoristas e contribui para a redução de infrações e acidentes.
As ações são planejadas com base em dados da plataforma Infosiga, que reúne informações sobre sinistros em áreas urbanas e rodovias. A partir dessas análises, o Detran-SP define locais e horários com maior incidência de ocorrências. A direção sob efeito de álcool é o segundo principal fator de mortes no trânsito paulista, atrás apenas do excesso de velocidade. Para 2026, o órgão prevê ampliar o uso de inteligência, fortalecer a integração com os municípios por meio do Sistran-SP e intensificar ações educativas voltadas a grupos de maior risco.
Em janeiro de 2026, foram realizadas 46 operações em todo o estado, com fiscalização de 30.341 veículos. No período, 771 infrações por alcoolemia foram registradas, sendo 665 recusas ao teste do bafômetro, 42 autuações por consumo de álcool, dois casos de embriaguez e duas recusas enquadradas como crime.
Pelo Código de Trânsito Brasileiro, dirigir sob efeito de álcool ou se recusar a fazer o teste do bafômetro é infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão da CNH. Em caso de reincidência em até 12 meses, o valor dobra. Situações mais graves podem levar à cassação da habilitação. Quando o índice é igual ou superior a 0,34 mg de álcool por litro de ar expelido, a infração passa a ser crime, com condução à delegacia e pena que pode chegar a três anos de prisão.






