
A Polícia Civil do Estado de São Paulo realizou ontem (22), a Operação “Coworking do Sexo”, que resultou na prisão em flagrante de uma mulher de 53 anos por manter e favorecer a exploração sexual em um imóvel localizado no bairro Alto, em Piracicaba (SP).
A ação foi conduzida pela Unidade de Polícia Judiciária Agrupada (UPJA) de Piracicaba, vinculada ao Deinter 9, após denúncia indicando que o local estaria sendo utilizado como casa de prostituição. Com base nas informações, foi cumprido mandado de busca e apreensão expedido pelo Juiz das Garantias do Fórum de Piracicaba.
Durante a diligência, os policiais civis encontraram duas mulheres que admitiram atuar no imóvel como garotas de programa, atendendo clientes mediante pagamento. Elas relataram que repassavam à responsável pelo local o valor de R$ 50 por programa realizado e que, em média, cada uma atendia cerca de 15 clientes por semana. As investigações também apontaram que outras mulheres utilizavam o imóvel de forma eventual, pagando à proprietária para usar o espaço.
No local, foram identificados três quartos destinados à prática dos programas, além da apreensão de dezenas de preservativos, diversos apetrechos relacionados à exploração sexual, dois aparelhos celulares e uma máquina de cartão bancário.
Segundo os depoimentos colhidos, a maior parte da clientela era composta por homens casados, que buscavam o local pela discrição, já que o imóvel não despertava atenção de quem circulava pela região.
Diante dos fatos, a proprietária do imóvel recebeu voz de prisão em flagrante pelos crimes de casa de prostituição (artigo 229 do Código Penal) e favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual (artigo 228 do Código Penal). As penas previstas para os crimes variam de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.
As duas mulheres, de 39 e 24 anos, foram ouvidas na Delegacia de Polícia e liberadas em seguida. Já a responsável pelo imóvel foi encaminhada à carceragem da Delegacia Participativa de Piracicaba, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil destacou que segue firme no combate aos crimes contra a dignidade sexual e na repressão a práticas ilegais que atentem contra a ordem pública e a legislação vigente.









