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24 de janeiro de 2026

Diretor da Rioprevidência é exonerado após operação da Polícia Federal

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O advogado Deivis Marcon Antunes foi exonerado do cargo de diretor-presidente do Rioprevidência após ser alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal. A decisão foi oficializada pelo governador Cláudio Castro (PL) e publicada no Diário Oficial, horas depois de Antunes anunciar sua renúncia. A investigação apura suspeitas de operações financeiras irregulares que teriam colocado em risco o patrimônio do fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais.

A ação faz parte da Operação Barco de Papel, deflagrada pela Polícia Federal com autorização da Justiça Federal, para investigar investimentos considerados incompatíveis com o perfil previdenciário da autarquia. Além de Antunes, também foram alvos das buscas o ex-diretor de Investimentos Eucherio Lerner Rodrigues e o ex-diretor interino Pedro Pinheiro Guerra Leal. Durante as diligências, a PF apreendeu veículos de luxo, dinheiro em espécie, documentos e dispositivos eletrônicos.

No centro da investigação está a aplicação de cerca de R$ 970 milhões da Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024. A Polícia Federal apura suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de recursos públicos, fraude contra o sistema financeiro, associação criminosa e corrupção passiva.

Antes da operação, a Rioprevidência havia negado irregularidades e afirmado que os pagamentos aos beneficiários seguiam normalmente. Com o avanço das investigações, o caso levanta questionamentos sobre a governança e a segurança dos recursos do fundo previdenciário, considerado um dos mais importantes do estado do Rio de Janeiro.

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