A adoção de ferramentas de inteligência artificial generativa na área da saúde, como o ChatGPT Health, tem provocado debates intensos entre médicos e especialistas em tecnologia. A proposta dessas plataformas é oferecer respostas rápidas a dúvidas sobre saúde, ampliando o acesso à informação e auxiliando usuários na tomada de decisões iniciais sobre bem-estar.
Defensores apontam que a IA pode funcionar como um suporte preliminar, especialmente para pessoas com acesso limitado a serviços médicos, além de contribuir para a educação em saúde e reduzir a sobrecarga de sistemas públicos. A disponibilidade contínua e a linguagem acessível são vistas como vantagens relevantes nesse processo de democratização da informação.
Por outro lado, especialistas alertam para riscos significativos. Entre as principais preocupações estão a possibilidade de informações imprecisas, autodiagnósticos equivocados, vieses nos dados e o atraso na busca por atendimento profissional. Médicos reforçam que algoritmos não substituem o julgamento clínico, a empatia e a análise individualizada do paciente.
O consenso é que a inteligência artificial deve ser utilizada como ferramenta complementar, e não substituta da prática médica. Para isso, são consideradas essenciais regras claras, validação constante das informações e transparência sobre as limitações da tecnologia, garantindo que inovação e segurança caminhem juntas na medicina moderna.






