A taxa de rejeição de vistos B1/B2 para brasileiros em 2025 foi de 14,8%, segundo dados divulgados pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. O índice representa uma leve queda em relação a 2024, quando 15,4% dos pedidos foram negados. A categoria B1/B2, destinada a viagens de turismo e negócios, é a mais solicitada por brasileiros e funciona como um termômetro da relação de mobilidade entre os dois países.
Na série histórica da última década, os números mostram oscilações relevantes. O maior índice de recusas ocorreu em 2020, com 23,1%, em meio às restrições impostas pela pandemia de Covid-19. Em 2021, durante o governo Donald Trump, a taxa chegou a 18,4%. Já em 2023, sob a gestão Joe Biden, foi registrado o menor percentual do período, com 11,9% de negativas. A redução observada em 2025, ainda que discreta, chama atenção por ocorrer em um contexto de políticas migratórias mais restritivas.
Apesar do endurecimento do discurso e de medidas anunciadas pelo governo norte-americano ao longo de 2025, parte delas não atingiu diretamente os brasileiros que solicitam vistos de turismo e negócios. O congelamento de vistos de imigração para diversos países, por exemplo, não afetou a categoria B1/B2. O mesmo ocorreu com a exigência de caução de até US$ 15 mil para turistas de algumas nações, da qual o Brasil ficou fora.
Outras mudanças, no entanto, impactaram procedimentos gerais. Desde outubro, menores de 14 anos e maiores de 79 voltaram a ser obrigados a comparecer a entrevistas presenciais, regra válida também para brasileiros. Já exigências mais rigorosas, como a análise de redes sociais, passaram a valer apenas para vistos de estudante.
O cenário indica que as políticas de vistos dos Estados Unidos seguem complexas e segmentadas, com impactos distintos conforme o tipo de solicitação. Para brasileiros, a taxa relativamente estável de aprovação do visto B1/B2 reforça a importância de cumprir os requisitos formais, apresentar documentação consistente e demonstrar vínculos com o país de origem.






