A Justiça do Distrito Federal manteve, neste sábado (31), a prisão do empresário e piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos, após audiência de custódia. A decisão ocorre um dia depois da detenção do jovem pela Polícia Civil e reverte a liberdade provisória concedida anteriormente mediante pagamento de fiança. Turra é acusado de lesão corporal grave contra um adolescente de 16 anos, agredido na semana passada em Vicente Pires, no Distrito Federal. A vítima segue internada em estado de coma na UTI do Hospital Águas Claras.
Segundo a investigação, a agressão teve início após um desentendimento banal e evoluiu para violência extrema. A gravidade do quadro clínico do adolescente e a apresentação de novas provas levaram a Justiça a entender que a liberdade do acusado representa risco à ordem pública. Durante a audiência, a magistrada também determinou o envio do caso à corregedoria da Polícia Civil do DF para apurar possível irregularidade na atuação dos agentes responsáveis pela prisão.
A defesa de Pedro Turra nega as acusações e afirma que o piloto sofre ameaças de morte. O advogado Eder Fior também acusa a polícia de “espetacularização” do caso e de descumprimento de decisão judicial que determinava a preservação da imagem do acusado, alegando violação de garantias legais.
A nova prisão foi motivada ainda por denúncias de outros episódios de agressão atribuídos a Turra. Entre eles, a acusação de uso de uma arma de choque contra uma adolescente de 17 anos durante uma festa e o relato de outro homem que afirma ter sido agredido pelo piloto em 2023. As informações reforçaram, segundo a Justiça, a existência de um padrão de comportamento violento.
Com a repercussão do caso, Pedro Turra foi desligado da Fórmula Delta, categoria em que competia. A investigação segue em andamento, enquanto o estado de saúde da vítima permanece grave.






