Roma passou a cobrar, a partir desta segunda-feira (02), uma taxa de dois euros para turistas que desejam se aproximar da Fontana di Trevi, um dos pontos mais visitados da capital italiana. A medida busca conter a superlotação e melhorar a experiência dos visitantes em torno do monumento barroco, eternizado no cinema por “La Dolce Vita”, de Federico Fellini.
Com a nova regra, o pagamento dá acesso a uma área delimitada no topo da escadaria que leva à fonte, oferecendo uma visão mais próxima e menos congestionada das esculturas assinadas por Nicola Salvi e Giuseppe Pannini. A cobrança é feita por cerca de 25 atendentes identificados por coletes azuis, responsáveis também por orientar o fluxo de turistas. A maior parte da praça segue aberta ao público gratuitamente, permitindo a contemplação da fonte à distância sem custo.
Nas primeiras horas de vigência, a iniciativa gerou reações variadas. Muitos turistas demonstraram surpresa, mas aceitaram a taxa ao destacar a possibilidade de tirar fotos com mais tranquilidade e apreciar o monumento sem grandes multidões. Outros levantaram questionamentos sobre a cobrança em um espaço público, embora a manutenção de uma área gratuita tenha atenuado críticas.
Segundo a prefeitura, a taxa pode render ao menos seis milhões de euros por ano, recursos que serão destinados à manutenção do patrimônio e à gestão turística da cidade. A iniciativa segue uma tendência global de destinos que buscam alternativas para lidar com o turismo de massa, conciliando preservação, sustentabilidade financeira e qualidade da visitação.






