O Maranhão registrou 1.182 pessoas desaparecidas em 2025, média de três casos por dia, segundo dados oficiais. O número expõe um cenário preocupante para a segurança pública e o bem-estar social no estado. Outubro concentrou o maior volume de registros (136), seguido por junho (111), agosto (110), fevereiro (100) e novembro (99), indicando picos sazonais que podem estar associados a períodos de maior circulação de pessoas.
No recorte regional, o Maranhão ocupa a quarta posição no Nordeste, atrás da Bahia (3.929 casos), Pernambuco (2.745) e Ceará (2.578). No mesmo período, 244 pessoas foram localizadas no estado, a maioria adultos (176). Entre os encontrados, predominam homens (162), enquanto 62 são mulheres. Apesar dos resgates, a diferença entre desaparecimentos e localizações mantém centenas de famílias em situação de incerteza.
Em âmbito nacional, o Brasil contabilizou 84.760 desaparecimentos em 2025, média de 232 por dia, alta de 4,1% em relação a 2024. Crianças e adolescentes representam 28% dos casos, totalizando 23.919 ocorrências, com crescimento de 8% na comparação anual. Entre os menores, as meninas são maioria (62%), embora, no total geral, os homens representem 64% dos desaparecidos. No ranking nacional, o Maranhão aparece na 15ª posição, com 846 registros envolvendo adultos e 318 casos de crianças e adolescentes.
As autoridades reforçam que não é necessário aguardar 24 horas para registrar um desaparecimento. O boletim de ocorrência deve ser feito imediatamente em qualquer delegacia da Polícia Civil ou pelos canais digitais disponíveis. Informações detalhadas sobre a pessoa desaparecida — como características físicas, roupas, último local visto e possíveis condições de saúde — são essenciais para agilizar as buscas. A população também pode colaborar pelos telefones 197 (Polícia Civil) e 181 (disque-denúncia).






