A ilha de Santa Helena, território britânico no meio do Oceano Atlântico, enfrenta isolamento quase total após o fechamento de seu único aeroporto por questões de segurança. A suspensão das operações, motivada pela falta de condições adequadas nos caminhões de bombeiros e pelo não cumprimento de requisitos internacionais, afeta voos programados ao menos até 20 de fevereiro e deixa moradores e turistas sem previsão de normalização.
Com cerca de 5 mil habitantes e localizada entre o Brasil e Angola, Santa Helena depende fortemente da ligação aérea para turismo, deslocamentos médicos e abastecimento. A ilha é atendida por voos semanais para Joanesburgo, na África do Sul, e por uma rota mensal para a Ilha de Ascensão. Embora receba navios e cruzeiros em parte do ano e conte com transporte marítimo de carga a partir de Luanda, o avião é hoje a principal conexão com o exterior.
O aeroporto, inaugurado há quase dez anos com investimento britânico de 285 milhões de libras, já enfrentou críticas e interrupções anteriores devido a ventos fortes e imprevisíveis. Em 2016, chegou a ser chamado de “elefante branco” por parlamentares britânicos. Antes da construção do terminal, o acesso à ilha podia levar até cinco dias de navio.
Conhecida historicamente por ter sido o local de exílio de Napoleão Bonaparte após a Batalha de Waterloo, Santa Helena viu no aeroporto uma transformação econômica baseada no turismo. Agora, o fechamento reacende preocupações sobre a fragilidade da infraestrutura em regiões remotas.
O governo britânico foi informado da situação e enviou equipe técnica para avaliar as condições e trabalhar na reabertura do terminal. Enquanto isso, a ilha volta a enfrentar os desafios de sua histórica condição de isolamento.






