A produção de lichia no interior paulista tem ganhado escala com inovação. Em Itaí, a propriedade da empresa Britchis destina 114 dos seus 194 hectares ao cultivo da fruta e se tornou referência ao apostar na diversificação: além da tradicional Bengal, cultiva outras sete variedades, como Gigante e Coração, que ampliam sabores, tamanhos e possibilidades de mercado.
Com apoio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), a iniciativa familiar liderada pelo produtor Ricardo Pinto investiu em estratégia e marketing para agregar valor ao produto. O resultado foi a expansão internacional: em 2025, a empresa respondeu por quase metade das exportações brasileiras de lichia para a Europa.
A exigência estética do mercado externo trouxe desafios, especialmente com o descarte de frutas fora do padrão visual. Para reduzir perdas, a solução veio com tecnologia. Hoje, parte da produção é transformada em polpa congelada, lichia liofilizada, aguardente, geleias e outros derivados, garantindo renda ao longo do ano e diminuindo desperdícios.
O modelo também fortalece a cadeia produtiva regional, que envolve 18 municípios do sudeste paulista. A combinação entre tradição agrícola e inovação tecnológica posiciona a lichia como um produto de alto valor e crescente relevância no agronegócio brasileiro.
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