Renato Rabelo teve sua trajetória marcada pelos principais momentos da história política recente do Brasil. Ainda jovem, destacou-se como vice-presidente nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE) durante a ditadura militar iniciada em 1964, período em que atuou ativamente na resistência democrática. Posteriormente, integrou a Ação Popular (AP) e participou do núcleo dirigente responsável pela incorporação do grupo ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em 1973.
Perseguido pelo regime, foi obrigado a se exilar na França em 1976, em meio à repressão que atingiu lideranças comunistas. Retornou ao Brasil após a Lei da Anistia, em 1979, retomando sua atuação política em um momento de rearticulação democrática.
Em 1982, assumiu a presidência nacional do PCdoB, cargo que ocupou até 2000. Durante sua gestão, o partido ampliou sua presença política e consolidou-se no cenário nacional, com atuação voltada à defesa dos trabalhadores, da soberania nacional e da redução das desigualdades sociais.
Renato Rabelo morreu aos 83 anos, deixando legado marcado pela militância em defesa da democracia e da justiça social.






